segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Cinco razões para não ser darwinista



Em seu blog Desafiando a Nomenklatura Científica, o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI), Enézio de Almeida Filho, afirma: "Eu já fui evolucionista de carteirinha. Hoje sou cético localizado da teoria macroevolutiva como verdade científica. Ao contrário do que os meus críticos detratores afirmam a meu respeito, o meu ceticismo ao 'dogma central' do darwinismo não é baseado em relatos da criação de textos sagrados."

Enézio diz que foi uma séria e conflituosa consideração do debate que vem acontecendo intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução que fez dele um incrédulo do "fato, Fato, FATO" da teoria geral da evolução.

"É por essas e outras razões que eu não creio mais na interpretação literal dos dogmas aceitos a priori de Darwin ideologicamente defendidos com unhas e dentes pela Nomenklatura científica, mas foi a ciência que me deu esta convicção. Mas a universidade não é lugar de se discutir 'idéias', mesmos as 'perigosas'?", pergunta Enézio, e prossegue:

"Eu aprendi na universidade que quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista já me antecipando a uma iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. É por isso que propago aos quatro ventos: chegou a hora de dizer adeus a Darwin. Sem medo de ser feliz!"

Em seguida, Enézio aponta cinco motivos pelos quais ele disse "adeus" a Darwin, em 1998:

1. Genética. As mutações causam mal e não constroem complexidade. A evolução darwinista depende das mutações aleatórias que são selecionadas pela seleção natural, um processo cego e não-guiado que não tem objetivos. Tal processo aleatório e não-direcionado tende a provocar males aos organismos. Não parece ser capaz de melhorar os organismos, e não parece ser capaz de produzir novos sistemas complexos.

2. Bioquímica. Processos não-guiados e aleatórios não podem produzir complexidade celular. As células contêm complexidade incrível semelhante à maquinaria tecnológica, mas apequenando qualquer coisa produzida pelos humanos. As células usam circuitos, motores miniaturas, circuitos de feedback, linguagem codificada (DNA), e até maquinário de correção de erros que decodifica e corrige o DNA. Muitos cientistas afirmam que a evolução darwinista não parece capaz de construir esse tipo de complexidade integrada.

3. Paleontologia. O registro fóssil é desprovido de fósseis intermediários. O padrão geral do registro fóssil é o de explosões abruptas de novas formas biológicas, e os possíveis candidatos para as transições evolutivas são a exceção e não a regra. Por exemplo, a Explosão Cambriana é um evento na história da vida de mais de 500 milhões de anos atrás quando aproximadamente quase todas as principais estruturas corporais dos animais aparecem num instante geológico sem quaisquer aparentes precursores evolutivos.

4. Taxonomia. Os biólogos falharam na construção da Árvore da Vida de Darwin. Os biólogos tinham esperança de que a evidência de DNA revelaria uma grande árvore da vida onde todos os organismos apareceriam nitidamente relacionados. Mas, árvores descrevendo as supostas relações ancestrais entre os organismos baseadas num gene ou característica biológica comumente divergem de árvores baseadas num gene ou característica diferentes. Isso implica num desafio ao ancestral comum universal, a hipótese de que todos os organismos partilham de um ancestral comum.

5. Química. A origem química da vida permanece um mistério insolúvel. O mistério da vida permanece sem solução, e todas as teorias de evolução química enfrentam grandes problemas. As deficiências básicas na evolução química incluem falta de explicação de como uma "sopa primordial" poderia surgir no ambiente hostil da Terra primitiva, ou como que a informação exigida para a vida pode ser gerada por reações químicas cegas.

"Eu poderia citar mais uma — a evolução é uma teoria de longo alcance, e teorias científicas assim sofrem de uma grande deficiência epistêmica no contexto da justificação teórica: não podemos recriar esses eventos, e aí o que prevalece é a 'crença' a priori de que realmente foi assim. Nada diferente das afirmações criacionistas [Argh, parafraseando a Darwin, isso é como cometer um holocausto epistêmico!]

"E ainda dizem que não existe uma crise paradigmática em evolução, que isso é conversa de quem não sabe o que é fazer ciência. Isso é o que, então, cara-pálida?"

Terremoto de 6,7º Richter no Peru abala Equador


O terremoto de 6,7 graus de magnitude na escala aberta de Richter registrado na noite de quinta-feira no Peru foi sentido em todo o território do Equador e provocou cenas de pânico em várias cidades, onde algumas pessoas abandonaram suas casas. Até o momento, a Defesa Civil e a Cruz Vermelha equatorianas não informaram sobre vítimas. Mas houve alguns danos menores a imóveis e às redes elétrica e de telefonia de diversos lugares do país.

Segundo a imprensa, a cidade de Guayaquil, a maior do Equador, foi uma das que sentiram o tremor com maior intensidade. Vários bairros ficaram sem energia elétrica e sem serviço telefônico.

A emissora de televisão Ecuavisa informou que dois edifícios altos de Guayaquil, situados um ao lado do outro e construídos com tecnologia antiterremotos, que permite que eles balancem sem sofrer danos, se chocaram. Os moradores tiveram que ser retirados, mas saíram todos ilesos.

O abalo foi de longa duração e há informações de situações de pânico em Guayaquil e nas cidades de Quito, Ambato, Riobamba, Portoviejo, Morona, Loja, Latacunga, Jaramijó e Machala, segundo emissoras de rádio. Em Cuenca, uma casa apresentou rachaduras.

O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional do Equador, que em princípio informou em seu site que o tremor tinha alcançado 5,7 graus na escala aberta de Richter, corrigiu para 6,7 graus.

Segundo o Instituto Geofísico, o terremoto aconteceu às 22h13 (1h13 de sexta-feira, em Brasília), 354 quilômetros a sudeste de Quito, em território peruano, perto da fronteira com o Equador.

O epicentro foi localizado no norte do Peru, a 3,31 graus sul e 77,83 graus oeste, a uma profundidade de 172,46 quilômetros.

No entanto, segundo o Instituto Oceanográfico da Marinha, o terremoto foi registrado do lado equatoriano da fronteira, com epicentro na localidade de Gualaquiza, na província de Morona Santiago.

(Terra)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Desvendando o Apocalipse: a sétima trombeta



Em primeiro lugar, este capítulo nos apresenta um panorama do santuário de Deus e Seus adoradores. Em seguida, trata das perseguições contra a igreja de Cristo pelo papado, na Idade Média, e da humilhação das Escrituras Sagradas por esse poder, no mesmo período. A Revolução Francesa vem, a seguir, com seus tremendos horrores e sua decidida ação ateísta contra o santo livro de Deus, que, por fim, triunfa sobre seus inimigos.

A sétima trombeta, com seus acontecimentos que porão fim ao império da maldade na Terra, é a grande visão deste capítulo. Porém, encontramos ainda a ira das nações modernas a despeito do anseio pela paz; o tempo do juízo e do merecido galardão aos santos; e o tempo da destruição dos que destroem a Terra. Por fim, descreve o profeta sua visão da “arca do concerto” de Deus, contendo o original da lei do Decálogo, visto no templo de Deus, cuja violação pelo mundo é apresentada como causa de sua próxima destruição.

Apocalipse 11:1: “Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara, e foi-me dito: Levanta-te e mede o templo de Deus e o altar, e os que nele adoram.”

O ato de medir algum objeto requer que seja dada atenção especial a ele. A ordem de medir o templo de Deus implica em dizer que a igreja deveria dar atenção especial ao santuário.

O povo que constituiria o novo movimento mundial surgido do desapontamento de 1844 deveria estudar com mais cuidado a questão do santuário. E o santuário, no caso, só poderia ser o celestial, porque o templo de Jerusalém já havia sido destruído por Tito no ano 70, e João recebera a visão no ano 96.

O verdadeiro povo de Deus é medido não de acordo com a sua estatura física, mas por um padrão do que é certo, uma lei. “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2:12).

Apocalipse 11:2: “Mas deixa o átrio que está fora do templo; não o meças, porque foi dado aos gentios. Estes pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.”

As nações européias (os “gentios”), no período de 42 meses, ou 1.260 anos, coagidas pelo papado, pisariam a Igreja de Cristo no próprio átrio do santuário, onde o Senhor oficia como seu Sumo Sacerdote.

O que João estava para testemunhar e o que registrou para nós era a batalha entre a Bíblia e o ateísmo. Essa batalha alcançou o clímax na Revolução Francesa. Os acontecimentos dessa terrível revolução têm se repetido nas últimas décadas e vão se intensificar pouco antes da volta de Jesus.

Apocalipse 11:3: “E darei poder às Minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.”

Apocalipse 11:4: “Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Senhor da terra.”

Tem havido muita especulação quanto à identidade dessas duas testemunhas. Alguns procuram vê-las como literais, chegando mesmo a nomeá-las como Moisés e Elias. Mas toda a linguagem aí é figurativa. O verso 4 diz: “Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Senhor da terra.” Em Zacarias 4:11-14, as duas oliveiras representam a Palavra de Deus, e a Palavra de Deus é, sem dúvida, uma luz. Diz o Salmo 119:105: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para o meu caminho.” Onde não há Bíblia, há escuridão espiritual.

Analisando conjuntamente os textos de Apocalipse e de Zacarias, os dois ressaltam que da oliveira verte o azeite, que é símbolo do Espírito Santo, enquanto que os castiçais são portadores de luz; a luz do evangelho de Cristo.



Mas as Escrituras são mais do que uma luz; elas dão também testemunho da graça de Deus. Jesus declarou que as Escrituras do Antigo Testamento testificavam dEle. Em Mateus 24:14 lemos: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações.”

A explicação mais satisfatória desta profecia é que as testemunhas são o Antigo e o Novo Testamentos. É fora de dúvida que eles testificam de Cristo. “São estas [as Escrituras] que de Mim testificam” (Jo 5:39). Assim, na linguagem simbólica do Apocalipse, os dois castiçais e as duas testemunhas são referências à Palavra de Deus.

Durante 1.260 anos, as duas testemunhas estão vestidas de pano de saco, um símbolo de obscuridade. Nos tempos bíblicos, o pano de saco era uma referência ao luto. Por que a Bíblia estava de luto? A Bíblia ficou escondida sob linguagens desconhecidas. Quem não lesse o hebraico ou o grego não podia ler a Bíblia.

Antes da imprensa, a Bíblia, que era escrita à mão, custava tão caro que somente os que eram muito ricos podiam tê-la. Uma Bíblia custava mais do que uma fazenda. Os mestres eruditos das universidades tinham acesso à Bíblia, mas não as pessoas comuns.

As vestes de pano de saco durante 1.260 anos indicam a humilhação a que as Escrituras foram submetidas naquele grande período de supremacia temporal do papado, acertadamente chamado Idade Escura, no que diz respeito à religião.

Apocalipse 11:5: “Se alguém lhes quiser causar mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos. Se alguém lhes quiser causar mal, importa que assim seja morto.”

Apocalipse 11:6: “Estas têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, quantas vezes quiserem.”

Estas palavras evidenciam o poder das duas testemunhas – Antigo e Novo Testamentos. Todos os seus inimigos, aqueles que pervertem os seus ensinos, serão consumidos com o fogo devorador que sairá de suas bocas (Ml 4:1). Pela Palavra de Deus, Elias fechou as janelas do céu de maneira que não choveu por três anos e meio. Pela Palavra do Senhor, Moisés transformou em sangue as águas do Egito. Assim, opor-se às duas testemunhas é um verdadeiro suicídio.

Apocalipse 11:7: “Quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e os vencerá e matará.”

Depois do papado humilhar por 1.260 anos as duas testemunhas, ou seja, a Bíblia, outro poder surge para fazer-lhe guerra. Na profecia, “besta” significa reino ou poder (Dn 7:17, 23). Subir “do abismo” indica um poder ateu que surge da anarquia, do caos. Qual foi o poder anárquico que surgiu em torno do fim dos 1.260 anos da supremacia papal, que terminou em 1798 e que guerrearia com as “duas testemunhas” ou as Sagradas Escrituras? Qualquer pessoa que conheça a História sabe que o novo poder, que se levantou nesse período, foi a França revolucionária. Esse poder indicado na profecia rejeitaria com violência as Escrituras Sagradas.

Em 10 de novembro de 1793, Bíblias foram juntadas em Paris, amarradas à cauda de um jumento e arrastadas pelas ruas da cidade. Quem fosse encontrado com uma Bíblia em casa era condenado à morte. As ruas de Paris ficaram inundadas de sangue com a morte de 50 mil pessoas na noite de 11 de setembro de 1793.

Apocalipse 11:8: “E os seus corpos jazerão na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado.”

As duas testemunhas foram mortas pela França revolucionária “nas ruas da grande cidade”. Não há dúvida de que a grande cidade aludida é Paris. Nesta profecia, Paris é apresentada espiritualmente como “Sodoma e Egito”.

Nenhum monarca já se aventurou a rebelião mais aberta e arrogante contra Deus do que o fez o rei do Egito. Foi no Egito que Faraó mostrou o seu ateísmo, dizendo: “Quem é o Senhor, para que eu obedeça a Sua voz?” (Êx 5:2). E a licenciosidade de Sodoma era outra característica marcante de Paris.

Como é possível que Jesus fosse crucificado em Paris? Literalmente, sabemos que isso não aconteceu. Mas, quando os seguidores de Cristo são perseguidos e mortos, Ele toma isso como sendo feito diretamente a Ele. Jesus mesmo disse: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” Para a França crucificar a Jesus em Paris, devia fazer isso na pessoa de Seus seguidores. Assim foi Jesus crucificado na “grande cidade” da licenciosidade e do ateísmo nos tempos modernos.

Podemos encontrar ateus em muitos países do mundo, inclusive nos Estados Unidos, Canadá, nos países da Europa e da América do Sul. Mas foi somente a França, como nação, que rejeitou a Palavra de Deus e toda a sua população celebrou o evento.

Apocalipse 11:9: “Homens de vários povos, tribos, línguas e nações verão os seus corpos mortos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.”

Muitos cristãos de outras nações não compartilharam dos ímpios sentimentos dos revolucionários franceses na guerra ateísta contra a Bíblia. Ao contrário, protegeram suas nações do contágio da pestilenta atitude daqueles ateus sem escrúpulos. Não permitiram que as duas testemunhas fossem sepultadas, embora estivessem mortas por três anos e meio. Foi realizado um gigantesco esforço por parte dos verdadeiros cristãos para exaltação da Bíblia, tanto na França como em todas as demais nações da Terra.

Apocalipse 11:10: “Os que habitam na terra se regozijarão sobre eles e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros, porque estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.”

Temos aqui a alegria dos que odiavam as duas testemunhas que os atormentaram pela reprovação de seus maus atos. Aqueles que estavam contentes com a escuridão.

Conta a história que certa vez chamaram a atenção de uma ajudante doméstica pois ela não fizera um bom serviço na limpeza e arrumação do quarto. Então, ela replicou: “Quando eu limpei o quarto, estava escuro e não pude ver a sujeira. Foi o Sol que entrou pela janela que criou o problema.”

A Bíblia era como o Sol, mostrando a imundície na vida das pessoas. É por isso que muitos não gostavam da luz.

A Revolução Francesa se notabilizou pelo ódio contra o cristianismo e pela violência. Durante esse período, aproximadamente 50 pessoas eram decapitadas por dia na guilhotina.

Apocalipse 11:11: “Depois daqueles três dias e meio o espírito da vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se de pé, e caiu grande temor sobre os que os viram.”

Em 11 de novembro de 1793, a Bíblia foi abolida na Franca por meio de decreto. Em Novembro de 1796, foi tomada uma resolução dando tolerância à Bíblia. Essa resolução não foi promulgada até junho de 1797, cumprindo à risca o período de três anos e meio.

Apocalipse 11:12: “Então ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem, e os seus inimigos os viram.”

A Bíblia foi exaltada e honrada como nunca. Antes de 1804, a Bíblia havia sido impressa e distribuída em 15 línguas. Hoje, porém, sua mensagem pode ser lida em mais de 1.280 idiomas diferentes. Verdadeiramente as duas testemunhas “subiram ao céu em uma nuvem”.

Apocalipse 11:13: “Naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade. No terremoto foram mortos sete mil homens, e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.”

Esse terremoto não é literal, mas simbólico, pois, desde o versículo sete, a profecia vem tratando da grande catástrofe que caiu sobre o povo francês com aquela revolução. O “terror” imposto pela revolução foi, na verdade, o “grande terremoto” moral que abalou toda a França.

A França era um dos dez reinos representados pelos dez dedos da imagem de Nabucodonosor, um dos chifres do animal com dez chifres de Daniel (Dn 7:24) e o dragão de dez chifres de João (Ap 12:3).

Com arrogância, a França desafiou todas as posições de autoridade, o que resultou na mais completa anarquia. Seus atos, os quais desonravam a Deus e desafiavam o Céu, encheram a França de cenas tão sanguinárias, tanta carnificina e horror, que até mesmo os próprios incrédulos tremeram e ficaram aterrorizados.

Os “remanescentes” que conseguiram escapar dos horrores daquela hora “deram glória ao Deus do Céu”, não porque quisessem, mas porque o Deus do Céu fez com que “até a ira humana” O louvasse. Todo o mundo pôde ver que os que fazem guerra contra Deus, cavam a própria sepultura.

Apocalipse 11:14: “É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá.”

Findou em 11 de agosto de 1840, com a queda do Império Turco-Otomano, o segundo ai, referente à sexta trombeta. É, porém, surpreendente que o profeta colocasse o fim do segundo “ai” imediatamente depois de descrever as cenas proféticas da Revolução Francesa e não em seguida à queda do Império Turco, na sexta trombeta. Possivelmente, dada a importância da Revolução Francesa em suas relações com Deus e o cristianismo, é que ela figura como um parêntese dentro da sexta trombeta.

Conjuntamente, acompanha a advertência de que o terceiro “ai”, ou seja, a sétima trombeta, que começou a soar em 1844, logo haveria de vir.

Apocalipse 11:15: “O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre.”

Apocalipse 11:16: “E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos, e adoraram a Deus,”

Apocalipse 11:17: “dizendo: Graças Te damos, Senhor Deus Todo-poderoso, que és, e que eras, porque tomaste o Teu grande poder, e reinaste.”

Apocalipse 11:18: “Iraram-se as nações; então veio a Tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos profetas; Teus servos, e aos santos, e aos que temem o Teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.”

Apocalipse 11:19: “Abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da Sua aliança foi vista no Seu santuário. E houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande chuva de pedras.”

A sétima trombeta

Ao soar a sétima trombeta, grandes vozes no Céu anunciam o maior acontecimento da história do mundo: a intervenção de Cristo na Terra. As primeiras seis trombetas anunciaram e realizaram a queda de Roma Ocidental e Oriental, pelos visigodos, vândalos, hunos, hérulos, árabes e turcos. A sétima trombeta anuncia a queda total das nações e do poderio do homem no mundo, pela intervenção de Cristo.

Uma vez mais, vemos o templo no Céu. A arca do Testamento é vista no lugar santíssimo. Os trovões, terremotos e grande saraivada representam o poder e a glória de Deus no Seu trono.

(Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga.)

Leia os outros textos da série clicando no marcador "Apocalipse", logo abaixo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Dia de finados não passa de uma simples tradição


O dia de finados teve origem entre os clérigos romanos no início da paganização do cristianismo, institucionalizada na Igreja Católica Romana. Antes mesmo de o dia de finados ser criado, o culto aos mortos já existia no mundo pagão, e quando começou a ser praticado - inicialmente de forma sutil e depois mais abertamente - pela Igreja Católica Romana, sofreu a crítica de um pequeno grupo de cristãos da época, centrados no ensino da Palavra de Deus, e que foram rechaçados pelos líderes de Roma. Posteriormente, essa prática herética só aumentou.

Na época carolíngia, que compreende os séculos 9 e 10dC, surgiu o registro dos vivos e mortos a serem lembrados nas missas, como ocorre ainda hoje em toda Igreja Católica Romana, tomando o lugar dos antigos dípticos, tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas. Esses registros eram chamados libri vitae (livros da vida) e incluíam os vivos e os mortos.

Não muito tempo depois de criados esses registros, os mortos foram separados dos vivos nessas listas. Já no 7º século, na Irlanda, passou-se a escrever os nomes dos mortos em rolos que eram lidos nos monastérios e igrejas. Essa tradição deu origem às necrologias, lidas nos ofícios católicos romanos, e aos obituários que lembravam os serviços e obras dos defuntos nas datas em que completavam aniversário de falecimento. Os libri memorialis, como eram conhecidos, na época carolíngia continham de 15 mil a 40 mil nomes a serem lembrados. As necrologias da Abadia de Cluny, na França, faziam menção a 40 ou 50 nomes de defuntos por dia.

No 11º século, exatamente entre 1024 e 1033dC, Cluny instituiu a comemoração dos mortos em 2 de novembro, estabelecendo a conexão deste dia com o chamado dia de todos os os santos. O dia de todos os santos foi criado pela Igreja Católica Romana em 835dC e comemorado no dia 1º de novembro em honra aos mortos, mas foi o abade beneditiano Odílio (962-1049dC), de Cluny, que modificou e substituiu o tal dia de finados, que seria um dia reservado às orações pelas almas no purgatório. O dia de finados começou a ser aceito por Roma em 998dC, juntamente com a celebração do dia de todas as almas, e foi oficializado no início do século 11, sendo cristalizado já no século 20.

É interessante notar que o dia de todos os santos, de onde tudo começou, foi copiado dos cultos pagãos dos celtas e dos gauleses. A festa dos espíritos era celebrada pelos celtas em 1º de novembro. Nessa data os celtas ofereciam sacrifícios para liberar os espíritos que eram aprisionados por Samhain, o príncipe das trevas. O império romano também absorveu o dia de pomona, dos gauleses, transformando as duas festas em uma só. Posteriormente, a Igreja Católica Romana tomou a data para celebração do dia de todas as almas, absorvendo a crendice dos pagãos.

Em 1439, quando Roma bateu o martelo decisivamente pró doutrina do purgatório, o dia de finados foi fortalecido, sendo confirmado definitivamente com o Concílio de Trento, no século 16, que inseriu na Bíblia católica romana os livros apócrifos. É no livro apócrifo de 2 Macabeus que se baseia o culto aos mortos, promovido por Roma todo mês de novembro.

Os católicos romanos alegam que Judas realizou sacrifício pelos mortos no livro de Macabeus (2 Macabeus 12.44-45), mas não podemos de forma alguma tomar este livro como sendo parte das Escrituras Sagradas. O autor de Macabeus, ao final do livro, pede desculpas por algum erro que possa ter cometido. Se fosse um livro inspirado por Deus, o Senhor precisaria pedir perdão por alguma coisa? Veja o que o epílogo do livro de Macabeus afirma: "Finalizarei aqui a minha narração. Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este meu desejo; se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor", 2 Macabeus 15.38.

As pessoas as vezes preferem acreditar mais em tradições humanas e experiências pessoais do que procurar estudar a Bíblia para verificar o que ela realmente fala a respeito do assunto. Não há base, em nenhum trecho das Sagradas Escrituras, para o purgatório. Não se deve orar pelos mortos porque a Bíblia diz que, depois da morte, segue-se o juízo (Hebreus 9.27).

Veja o absurdo ensinado pelos romanistas ao falarem do purgatório: "Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna, e que nenhuma punição fica para ser paga, ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino a ser aberto, seja anátema" (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão de Fé, Seção VI, papa Pio IV).

Como pode-se ver, a doutrina do purgatório simplesmente menospreza a obra expiatória de Cristo na cruz do Calvário, quando a Bíblia diz que o que Jesus fez é definitivo. Se alguém está em Cristo, nenhuma condenação há (Romanos 8.1), há completo livramento do juízo vindouro (João 5.24). Como, então, ensinar que Deus queima seus filhos no purgatório para satisfazer à sua justiça já satisfeita pelo sacrifício de Cristo, ou mesmo para satisfazer a si mesmo, como se o que Cristo fez não fosse suficiente? Como Deus pode purgar pecados já expiados? Além disso, teria o papa mais poderes que Jesus, já que Roma ensina que Jesus, que do Céu intercede pelos pecadores, vê-se impossibilitado de livrar as almas que estão no purgatório, e só o papa possui a chave daquele cárcere?

Orar por quem já morreu NÃO adianta. É antibíblico e inócuo. O dia de finados não se sustenta, porque ele é uma mera tradição religiosa, nada mais que isso. É uma invenção religiosa, bem explorada pelo comércio e pela Igreja Católica Romana. Uma farsa, como qualquer outra. Devemos orar pelos vivos. Isso sim é bíblico!

Pense Nisso...

Que tipo de Adventista você é?


ADVENTISTA DO SÉTIMO DÍGITO
Acredita que seu único papel na Igreja é devolver o dízimo e doar ofertas. Isso já garante sua prosperidade e salvação.

ADVENTISTA PENTECOSTAL
Vive comparando a Igreja Adventista com outras denominações, sempre achando que as outras são mais animadas, ungidas, fervorosas e “quentes”. Seu maior sonho é falar "em línguas”.

ADVENTISTA CARDIOLÓGICO
Não faz qualquer esforço para mudar seu estilo de vida, pois botou na cabeça que "Jesus só quer o coração". Não se preocupa com o testemunho no vestuário, divertimentos, amizades, linguagem,etc.

ADVENTISTA 02 DE NOVEMBRO
Morre de medo de alma penada e de macumba.

ADVENTISTA BEATO
Acredita que fazendo alguma “penitência” vai chamar a atenção de Deus para si.

ADVENTISTA ATEU
Não crê que a fé é uma ferramenta poderosa, capaz de realizar coisas impossíveis.

ADVENTISTA DA NOVA ERA
Está sempre atrás de terapias naturais que tragam paz de espírito e cura da alma (iridologia, homeopatia, yoga, etc.)

ADVENTISTA XIITA
Acredita que devemos sempre que preciso usar a força na evangelização, obrigando todos a aceitarem nossas doutrinas, custe o que custar.. E todos os que se opuserem, serão tratados como inimigos mortais.

ADVENTISTA SURFISTA
Está sempre navegando nas ondas dos modismos que surgem no meio evangélico (“amado”, “abençoado”, “está repreendido”, “oh glória”, “amém, igreja?”, "determinar a bênção", etc.)

ADVENTISTA FARISEU
Passa todo tempo olhando os defeitos dos outros, e esquece que ele próprio não passa de um “sepulcro caiado”.

ADVENTISTA(S) PONTO CÃO (quem lê entenda)
Tem síndrome de conspiração e não acredita em nada que os pastores ensinem. Acham que os líderes só querem saber de ganhar dinheiro.

ADVENTISTA CIGARRA
Fica todo tempo de braços cruzados, enquanto os outros fazem todo o trabalho, e ainda zomba das “formigas” que estão empenhadas na obra de Deus.

ADVENTISTA "TÔ NEM AI"
Está sempre “lavando as mãos” e dizendo: “Eu não fui escolhido para nenhum cargo, então não tenho nada a ver com isso. Não contem comigo”.

ADVENTISTA EM GREVE
Chega em outubro e diz “não quero cargos. Vou dar um tempo para minha vida espiritual, sem me preocupar com compromissos com alguma função”. Às vezes tem muito talento, mas não os emprega na Obra de Deus. Está “dando um tempo”.

ADVENTISTA NO SÉTIMO DIA
O único momento que dedica para a religião é a manhã do sábado, mesmo assim friamente. Nunca vem na quarta-feira porque está muito "cansado". Na verdade, não quer perder a novela ou o futebol.

ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
É aquele que realmente vive o estilo de vida ensinado pela Bíblia e Espírito de Profecia. Procura sempre fazer sua parte na obra da Igreja, sem parar para criticar ou culpar os outros. Estuda a Bíblia e a Lição da Escola Sabatina, e está envolvido no trabalho missionário e demais programas da Igreja. É fiel nos dízimos e tem seu pacto de ofertas. Esse sim, pode encher o peito e dizer com orgulho santo: “Sou Adventista do Sétimo Dia”, assim como Jesus também era.

Que TIPO de Adventista é VOCÊ?

Nos passos de Constantino


"Estamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Muitas das profecias estão prestes a se cumprir em rápida sucessão... Repetir-se-á a história passada. Antigas controvérsias serão revivescidas, e perigos rodearão de todos os lados o povo de Deus... Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá..." Testemunhos para Ministros, p. 116.

A Lei Dominical que em breve será implantada nos EUA e nos demais países de tradição cristã tem seu paralelo histórico na época do imperador Constantino (321 d. C.). No entanto, uma análise mais profunda da história pode revelar a existência de outros paralelos mais entre estes dois momentos históricos.

De acordo com David Ewing Duncan, autor da obra Calendário (Editora Ediouro, p. 87-104), "a nova ordem de Constantino, como a de César três séculos e meio antes, conseguiu pôr selo no calendário, neste caso, ao criar um novo sistema, religiosamente inspirado, de medir o tempo. Constantino fez isto deixando intacto o calendário básico de César de 365 1/4 dias e doze meses, enquanto operava três grandes mudanças dentro desta estrutura: a introdução do domingo como um dia santo em uma nova semana de sete dias; o reconhecimento oficial dos feriados cristãos como o Natal com datas fixas; e o enxerto no calendário da celebração da Páscoa, que não é uma data fixa, sendo condicionada ao calendário lunar judeu em uso quando Cristo foi crucificado...

"A primeira atitude do imperador no sentido de reordenar o calendário veio em um édito divulgado em 321, nove anos depois da batalha da ponte Mílvio, quando ele estabeleceu o domingo como o primeiro dia da semana de sete dias - uma unidade de tempo desconhecida no calendário romano original de calendas, nonas e idos. Segundo o ditado de Constantino, todos os cidadãos que não fossem fazendeiros eram obrigados a se abster de trabalho no dies Solis - o dia do Sol. Ele também ordenou que os tribunais fechassem para litígios e os comandantes do exército restringissem os exercícios militares de forma que os soldados pudessem cultuar o deus de sua escolha. A opção de Constantino pelo domingo não foi sem controvérsia. Ela ostensivamente rejeitava a observância antiga do sábado como o sabá dos judeus... Sábado em uma determinada época era a escolha de muitos cristãos também, já que muitos crentes no início eram judeus que se sentiam obrigados a manter o seu feriao tradicional do sétimo dia da semana judaica. Mas como Jesus foi crucificado no sexto dia da semana judaica e, segundo a Bíblia, ressuscitou no primeiro dia da semana seguinte - um domingo -, aguns líderes cristãos no início decidiram mudar seu sabá para o domingo, e marcar este dia toda semana com um serviço religioso especial que incluísse a Eucaristia...

"Ao colocar o sabá no dia devotado ao Sol no ciclo de sete dias dos deuses-planetas pagãos, o imperador também buscava o favor dos mitraístas e de outros adoradores do Sol...

"A segunda mudança importante do calendário introduzida por Constantino foi em relação a quando celebrar a Páscoa, um assunto não tão fácil de resolver quanto a questão do domingo...

"Para Constantino a questão não era tanto determinar a data exata da Páscoa, mas como conseguir que as várias facções do Cristianismo concordassem em celebrar a ressurreição no mesmo dia, mesmo se tecnicamente esta data não fosse exata. Politicamente isto era crucial para estebelecer uma religião de Estado, com um conjunto de regras... [Nota: Outro ponto em comum com os dias atuais - Leia mais]

"A questão da Páscoa chegou a um apogeu no que é hoje uma tranqüila aldeia turca famosa como retiro à beira de um lago para turcos cansados do caos de Istambul, cerca de 130 quilômetros distante. Conhecida como Iznik, esta aldeia era há 1.700 anos uma cidade helênica próspera chamada Nicéia, grego para 'Vitória'... Foi aqui que em 325 Constantino reuniu o primeiro grande concílio cristão, que fez o primeiro esforço concentrado para resolver o problema da Páscoa e obter uma data unificada para sua celebração...

"O historiador Eusébio, uma testemunha ocular do concílio, escreve sobre a luxuosa festa acontecida em 25 de julho para celebrar o vigésimo aniversário de Constantino como imperador, e o medo hesitante sentido pelos bispos quando passavam pelos guardas nos salões onde aconteceu o banquete e viam 'o cintilar de armas' que até bem recentemente estavam voltadas contra eles. Mas sta transformação do medo em festa naõ era nada comparada à transformação súbita que Constantino realizou em uma igreja que por trezentos anos não teve uma autoridade central. Disperso e por vezes caçado pelas autoridades, o Cristianismo tinha operado menos como uma religião única e coesiva e mais como uma coleção de seitas e denominações seguindo os mesmos dogmas básicos mas diferindo em pontos de maior ou menor importância - como por exemplo em relação à data da celebração da Páscoa...

" O mandato de Constantino em Nicéia era para colocar um fim neste cada-um-por-si através do estabelecimento de um conjunto de regras governadas por uma estrutura centralizada liderada por ele próprio como imperador...

"Constantino chegou a Nicéia em cerca de 19 de junho de 325, e recebeu imediatamente um grosso pacote comtextos que detalhavam as controvérsias pequenas e grandes entre os presentes no concílio. Ele carregou o pacote consigo para o salão de audiências do seu palácio, onde oficialmente inaugurou o concílio vestindo um manto em ouro e jóias como um rei persa. Sentado em trono de ouro em frente aos prelados, ele ouviu os discursos de boas vindas antes de se levantar para responder em latim à maioria dos bispos de língua grega. Através de um tradutor ele deu boas vindas a todos mas imediatamente foi direto ao assunto da razão do concílio, segurando o pacote de textos como um pai repreendendo os filhos. Ele disse: 'Eu, seu camarada servidor, sinto uma dor profunda sempre que a Igreja de Deus está em dissensão, um mal maior do que o mal da guerra'...

"Nenhum dos cânones sobreviventes divulgados pelo concílio menciona o problema da Páscoa diretamente, embora as regras que emergiram de Nicéia sejam bem conhecidas entre os cristãos: que a Páscoa cairá no primeiro domingo depis da primeira Lua cheis depois do equinócio, mas nunca deverá cair no início da Páscoa judaica. O sentimento dos bispos reunidos foi registrado pelo próprio Constantino em uma carta endereçada a bispos e outros líderes de igrejas que não foram ao concílio: 'Pelo julgamento unânime de todos foi decidido que o mais santo festival da Páscoa deve ser celebrado em toda parte no mesmo dia'. Na mesma carta, Constantino assinala que o concílio se opôs à pratica de seguir o calendário judaico para determinar a Páscoa: 'Nós não devemos ter nada em comum com os judeus, porque o Salvador mostrou outro caminho'... [Nota: Este espírito anti-judaico também foi determinante na mudança do sábado para o domingo que persiste até hoje].

"Mas muito mais importante do que a natureza de Cristo ou a data para a Páscoa foi a codificação de Nicéia da fusão de Constantino entre Igreja e Estado, um movimento político expediente da parte deste imperador astuto que ligaria inexoravelmente a Igreja ao poder secular, à riqueza e ao absolutismo por muitos séculos por vir - primeiro como um adjunto da Roma imperial e mais tarde como uma entidade independente que derivava sua influência que tudo englobava de uma hierarquia prória ao estilo imperial e de uma presunção de poder sobre os domínios cristãos." [Nota: Outro paralelo com a atualidade].

Carta de Calvino perdoa o suicídio


Os protestantes calvinistas com freqüência demonstram certa indulgência em relação ao suicídio, como demonstra uma carta do célebre pastor João Calvino exposta a partir desta semana no Museu Internacional da Reforma em Genebra, em pleno coração da chamada "Roma protestante". "Fiz muitas reprimendas (...). Perguntei se não pedia o perdão de Deus pelo que havia feito e se não tinha confiança, sabendo que Ele teria ainda misericóridia", afirma a carta. Escrita em 1545, após a visita a um moribundo que havia apunhalado a si mesmo no abdome para acabar com seu sofrimento de tuberculoso, o texto, um relatório que Calvino escreveu para a polícia de Genebra, é "raro e inesperado", destaca a diretora do museu, Isabelle Graesslé.

"Eu o exortei com minhas palavras a armar-se de paciência e a consolar-se na graça de Deus", escreveu Calvino.

O documento de Calvino, roubado dos arquivos do Estado de Genebra em meados do século XIX, reapareceu publicamente em 2002 durante um leilão da Sotheby's. O manuscrito, conservado em perfeito estado, foi comprado por um colecionador e colocado novamente à venda após sua morte.

Em julho, a pedido do Museu da Reforma, um grupo de mecenas adquiriu a carta durante um leilão da Christie's em Londres por 70.000 libras e a doou ao museu.

Apesar da indulgência de Calvino, o caso do suicídio de Jean Vachat, do qual foi testemunha, não teve um final feliz.

Embora Calvino tenha se arrependido em duas ocasiões, o corpo não foi enterrado no túmulo familiar, como havia pedido o pastor, mas ao pé da forca na qual eram executados os condenados à morte.

"Durante muito tempo o suicídio foi considerado um crime triplo, contra o indivíduo, contra a sociedade e contra Deus", explica em um texto de análise Sandra Coram-Mekkey, colaboradora científica nos arquivos do Estado de Genebra. "Neste sentido, o suicídio envolve a justiça penal", acrescenta. Então era realizado um julgamento contra o morto ou sobrevivente e a sentença podia ser executada sobre o cadáver.

A clemência de Calvino, assim como outros exemplos similares, tendem a mostrar que o protestantismo era "muito liberal em sua prática de enterro de suicidas", afirma a Enciclopédia do Protestantismo, citada por Coram-Mekkey.

O manuscrito de Calvino, exposto com sua transcrição escrita, apresenta, segundo os diretores do estabelecimento, uma faceta "mais luminosa" do pastor. "O mostra em seu lado mais humano", completa Isabelle Graesslé.

(Terra)