segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Carta de Calvino perdoa o suicídio


Os protestantes calvinistas com freqüência demonstram certa indulgência em relação ao suicídio, como demonstra uma carta do célebre pastor João Calvino exposta a partir desta semana no Museu Internacional da Reforma em Genebra, em pleno coração da chamada "Roma protestante". "Fiz muitas reprimendas (...). Perguntei se não pedia o perdão de Deus pelo que havia feito e se não tinha confiança, sabendo que Ele teria ainda misericóridia", afirma a carta. Escrita em 1545, após a visita a um moribundo que havia apunhalado a si mesmo no abdome para acabar com seu sofrimento de tuberculoso, o texto, um relatório que Calvino escreveu para a polícia de Genebra, é "raro e inesperado", destaca a diretora do museu, Isabelle Graesslé.

"Eu o exortei com minhas palavras a armar-se de paciência e a consolar-se na graça de Deus", escreveu Calvino.

O documento de Calvino, roubado dos arquivos do Estado de Genebra em meados do século XIX, reapareceu publicamente em 2002 durante um leilão da Sotheby's. O manuscrito, conservado em perfeito estado, foi comprado por um colecionador e colocado novamente à venda após sua morte.

Em julho, a pedido do Museu da Reforma, um grupo de mecenas adquiriu a carta durante um leilão da Christie's em Londres por 70.000 libras e a doou ao museu.

Apesar da indulgência de Calvino, o caso do suicídio de Jean Vachat, do qual foi testemunha, não teve um final feliz.

Embora Calvino tenha se arrependido em duas ocasiões, o corpo não foi enterrado no túmulo familiar, como havia pedido o pastor, mas ao pé da forca na qual eram executados os condenados à morte.

"Durante muito tempo o suicídio foi considerado um crime triplo, contra o indivíduo, contra a sociedade e contra Deus", explica em um texto de análise Sandra Coram-Mekkey, colaboradora científica nos arquivos do Estado de Genebra. "Neste sentido, o suicídio envolve a justiça penal", acrescenta. Então era realizado um julgamento contra o morto ou sobrevivente e a sentença podia ser executada sobre o cadáver.

A clemência de Calvino, assim como outros exemplos similares, tendem a mostrar que o protestantismo era "muito liberal em sua prática de enterro de suicidas", afirma a Enciclopédia do Protestantismo, citada por Coram-Mekkey.

O manuscrito de Calvino, exposto com sua transcrição escrita, apresenta, segundo os diretores do estabelecimento, uma faceta "mais luminosa" do pastor. "O mostra em seu lado mais humano", completa Isabelle Graesslé.

(Terra)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Igreja festeja aniversário de Maradona com casamento


A Igreja Maradoniana, fundada em homenagem ao ex-jogador Diego Armando Maradona, promoveu nesta terça-feira, em Buenos Aires, um casamento coletivo para festejar o aniversário do ídolo.

Nascido no dia 30 de outubro de 1960, Maradona completa 47 anos nesta terça e, como já é característico, seus mais fervorosos fãs festejaram a data com a cerimônia semelhante a uma missa.

A igreja improvisada, que tem suas paredes forradas de cartazes do jogador, tem até um altar em homenagem a Maradona.

A Igreja Maradoniana afirma ter 60.000 afiliados de 54 países e foi fundada em 1998.

O craque propriamente não pôde estar presente para saudar os noivos, mas enviou os parabéns pela internet, o que foi exibido em telões.

As noivas estavam vestidas tradicionalmente de branco, mas os noivos exibiam o clássico número 10 nas costas.

Com infomações da agência AFP.

Nota: Isto é mais um aprova de que o mundo não sabe diferenciar o santo do profano. Ao declarar o decálogo, Deus deixou escrito com seus dedos que não fizemos deuses e nem adorassemos imagens. Esta é uma rpva de que perto esta o dia de sua volta triunfante.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Quem foi Ellen Gould White?


Quem foi Ellen G. White e porque milhões de pessoas consideram seus escritos de especial valor e significado?

Ela era uma pessoa de notáveis talentos espirituais, que viveu a maior parte de sua vida durante o século 19 (1827-1915), mas através de seus escritos ela continua exercendo um extraordinário impacto em milhões de indivíduos ao redor do mundo.

Durante toda a sua vida ela escreveu mais de 5.000 artigos e 49 livros; mas hoje, incluindo compilações de seus manuscritos, mais de 100 livros estão disponíveis em inglês, e cerca de 70 em português. Ellen G. White é a escritora mais traduzida em toda a história da literatura. Seus escritos abrangem uma ampla variedade de tópicos, incluindo religião, educação, saúde, relações sociais, evangelismo, profecias, trabalho de publicações, nutrição e administração. Sua obra-prima sobre o viver cristão feliz, Caminho à Cristo , já foi publicada em cerca de 150 idiomas.

Os adventistas do sétimo dia crêem que a Sra. White era mais que uma escritora talentosa - ela foi apontada por Deus para ser uma mensageira especial a fim de atrair a atenção de todos para as Santas Escrituras, e para ajudá-los a se prepararem para a segunda vinda de Cristo. Desde os 17 anos de idade até o seu falecimento, aos 87 anos, Deus lhe deu cerca de 2000 sonhos e visões. As visões variavam em duração, podendo ser de menos de um minuto até cerca de quatro horas. O conhecimento e conselhos recebidos através dessas revelações foram por ela escritos a fim de serem compartilhados com outros. Assim, seus escritos são aceitos como inspirados pelos adventistas do sétimo dia, e a qualidade excepcional dessas obras é reconhecida mesmo pelos leitores ocasionais.

Como nos é declarado no livro Nisto Cremos “Os escritos de Ellen White não constituem um substitutivo para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras Sagradas ocupam posição única, pois são o único padrão pelo qual os seus escritos – ou quaisquer outros – devem ser julgados e ao qual devem estar subordinados” ( Nisto Cremos, Associação Ministerial, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1989, p. 305).

Contudo, conforme escreveu Ellen White, “O fato de que Deus revelou Sua vontade aos homens por meio de Sua Palavra, não tornou desnecessária a contínua presença e direção do Espírito Santo. Ao contrário, o Espírito foi prometido por nosso Salvador para aclarar a Palavra a Seus servos, para iluminar e aplicar os seus ensinos” ( O Grande Conflito, p. 9).

A biografia a seguir é um relato mais detalhado da vida e obras dessa extraordinária mulher que, passando por todos os testes de um verdadeiro profeta conforme apontados pelas Sagradas Escrituras, ajudou no estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Porque a Bíblia Católica é diferente da Bíblia Protestante?


A Bíblia protestante é constituída por 66 livros, 39 dos quais formam o Antigo Testamento e 27 o Novo Testamento. Já a Bíblia católica possui, além desses 66 livros, outros sete livros completos (Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico) e alguns acréscimos ao texto dos livros de Ester (10:4 a 11:1 ou a 16:24) e Daniel (3:24-90; caps. 13 e 14). Esses livros e fragmentos adicionais são chamados de deuterocanônicos , pelos católicos, e de apócrifos , pelos protestantes. Os apócrifos (ou deuterocanônicos) foram produzidos, em sua maioria, durante os dois últimos séculos a.C. Embora não fizessem parte da Bíblia hebraica dos judeus da Palestina, eles foram incorporados à tradução da Bíblia ao latim (Vulgata Latina), que preservou e popularizou esses acréscimos durante a Idade Média.

Já o Concílio de Trento decretou em sua Quarta Sessão, reunida em 8 de abril de 1546, o reconhecimento dos apócrifos da Vulgata Latina como genuinamente "sagrados e canônicos ". Conseqüentemente, todas as versões católicas da Bíblia preservam até hoje esses escritos. Os protestantes, por sua vez, reconhecem o valor histórico dos apócrifos, mas não os consideram como canônicos ou inspirados. Esta posição deriva do fato de tais escritos não fazerem parte do cânon hebraico do Antigo Testamento, não haverem sido citados por Cristo ou pelos apóstolos no Novo Testamento e apresentarem ensinamentos contrários ao restante das Escrituras.

Entre esses ensinamentos encontram-se, por exemplo, as falsas teorias da existência do purgatório, criadas no século XV (ver Sabedoria 3:1-9; contrastar com Salmo 6:5; Eclesiastes 9:5, 10); das orações pelos mortos (II Macabeus 12:42-46; contrastar com Isaías 38:18 e 19); de que anjos bons mentem (Tobias 5:10-14; contrastar com Mateus 22:30; João 8:44); de que o fundo dos órgãos de um peixe, postos sobre brasas, espantam os demônios (Tobias 6:5-8; contrastar com Marcos 9:17-29); de que as esmolas expiam o pecado (Tobias 12:8 e 9; Eclesiástico 3:30; contrastar com I Pedro 1:18 e 19; I João 1:7-9).

Obviamente isso nos impede de aceitar a inspiração e a canonicidade dos escritos apócrifos (ou deuterocanônicos).

Ellen White e o World Trade Center


Esse mês completamos 6 anos desde o atentado às torres gêmeas em Nova York. Evidentemente não poderia deixar passar essa data sem relembrar da vívida descrição do evento feita por Ellen White:

Edifícios à Prova de Catástrofes se Transformarão em Cinzas

Vi as mais dispendiosas estruturas de edifícios erigidos e que se acreditava serem à prova de fogo. E assim como Sodoma pereceu nas chamas da vingança de Deus, essas suntuosas construções também se transformarão em cinzas. ... Os lisonjeiros monumentos da grandeza de homens serão reduzidos a pó, mesmo antes que sobrevenha ao mundo a última grande destruição. (Mensagens Escolhidas, vol. 3, págs. 418 e 419).

Os homens continuarão a erigir edifícios dispendiosos, que custem milhões de dólares. Será dada especial atenção à sua beleza arquitetônica e à firmeza e solidez com que são construídos, mas o Senhor me informou que, não obstante a extraordinária firmeza e o dispendioso aparato, esses edifícios terão o mesmo fim que o templo de Jerusalém. (The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.098).

Deus não tem executado Sua ira sem misericórdia. Sua mão ainda está estendida. Sua mensagem precisa ser transmitida na Grande Nova Iorque. Deve ser mostrado ao povo como é possível para Deus, com um simples toque de Sua mão, destruir os bens que eles acumularam para o último grande dia. (Manuscript Releases, vol. 3, págs. 310 e 311).

Não tenho luz especial a respeito do que sobrevirá a Nova Iorque, mas sei que um dia os grandes edifícios que estão ali serão demolidos pela ação construtiva e destrutiva do poder de Deus. [...] A morte chegará a todos os lugares. É por isso que estou tão ansiosa de que nossas cidades sejam advertidas. (Review and Herald, 5 de julho de 1906).

Uma ocasião, achando-me eu na cidade de Nova Iorque, fui convidada, à noite, para contemplar os edifícios que se erguiam, andar sobre andar, para o céu. Garantia-se que esses edifícios seriam à prova de fogo, e haviam sido erigidos para glorificar seus proprietários e construtores. [...] A cena que em seguida passou perante mim foi um alarma de fogo. Os homens olhavam aos altos edifícios, supostamente incombustíveis, e diziam: "Estão perfeitamente seguros." Mas esses edifícios foram consumidos como se fossem feitos de pez. Os aparelhos contra incêndios nada podiam fazer para deter a destruição. Os bombeiros não podiam fazer funcionar as máquinas. (Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 281 e 282).

O que há de tão especial nesses textos? Nada além do simples fato que foram escritos entre os primeiros anos do século passado; mais precisamente entre os anos de 1901 a 1909. Assustador não? Analisemos a Bíblia:

"Irou-se o dragão contra a mulher [Igreja], e foi fazer guerra ao restante da sua descendência; os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus". (Apocalipse 12:17).

Estudiosos da Bíblia vem apontando a palavra mulher em profecia como sinônimo de Igreja. Cristo é chamado várias vezes no Novo Testamento de noivo, pronto a resgatar a sua esposa, a igreja; bem-aventurado aquele que participará das bodas do cordeiro. (ver Efésios 5:25-27 e Apocalipse 19:7-9).

Dessa forma, ao analisarmos o apocalipse, chegamos a conclusão que a Igreja de Deus nos últimos dias teria duas características: Guardaria os mandamentos de Deus e teria o testemunho de Jesus. Ainda em Apocalipse 19:10 nos é dito que "o testemunho de Jesus é o Espírito da Profecia".

Em resumo, podemos afirmar que a Igreja de Deus nos últimos tempos teria, dentre suas características, o dom de profecia (ver I Coríntios 12:8-10).

Saiba mais sobre o trabalho de Ellen White e seu ministério profético em www.centrowhite.org.br.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Desvendando o Apocalipse: despertamento


O capítulo dez revela um grande despertamento religioso. A verdadeira igreja de Cristo, por longos séculos, foi perseguida pela igreja romana, sendo dizimada pelos tribunais da Inquisição, por Cruzadas e por inúmeras chacinas. Porém, a queda do poder do papado, em 1798, trouxe uma nova era para o cristianismo, e o mundo foi sacudido por uma mensagem poderosa, exatamente como anunciado nesta profecia, que está inserida como um parêntesis entre a sexta e a sétima trombetas, devendo, portanto, cumprir-se antes do toque inicial da sétima trombeta, isto é, antes de 1844.

Apocalipse 10:1: “Vi outro anjo forte descendo do céu, vestido de uma nuvem. Por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo.”

Seis vezes, no Apocalipse, a mensagem enviada do Céu é simbolizada por um anjo. Mas a descrição deste anjo é mais gloriosa do que a dos outros: “O seu rosto era como o Sol.” A semelhança da descrição com a de Cristo, em Apocalipse 1:13-16, indica que este anjo seja Cristo. Quando transfigurado diante dos discípulos, o rosto de Cristo “brilhava como o Sol” (Mt 17:2). Ele é chamado “o Mensageiro do concerto” (Ml 3:1), e “o Anjo que me redimiu” (Gn 48:16).

Em Daniel 12:1 e 7, Jesus é apresentado como Miguel. Mas se Miguel é identificado como o Arcanjo, seria Cristo, então, um anjo? O Arcanjo não é um anjo. Ele é o chefe dos anjos. O presidente dos Estados Unidos é o comandante-em-chefe do exército, mas não é um soldado.

Cristo é um mensageiro. Ele não é um ser criado, como um anjo.

Outra evidência de que o Anjo forte é Jesus está em 1 Tessalonicenses 4:16. Nos é dito que é a voz do Arcanjo que despertará os mortos por ocasião da primeira ressurreição. Em João 5:25, nos é dito que é a voz do Filho de Deus que despertará os mortos.

O arco celeste é símbolo do concerto e a “nuvem” é também sinal da divindade, pois uma nuvem sobre o acampamento de Israel era evidência da presença de Deus como guia de Seu povo.

Apocalipse 10:2: “...e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra.”

A expressão um pé na terra e o outro no mar indica que a mensagem deste Anjo é de âmbito mundial, o que significa o início de um movimento religioso de extensão mundial.

Que livro aberto pode ser este? Parece haver apenas uma resposta, pois, até onde se saiba, a única parte das Escrituras que foi fechada ou selada foi uma porção do livro de Daniel. Ao profeta foi ordenado: “Fecha estas palavras e sela este livro até o tempo do fim. Muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará” (Dn 12:4). Uma vez que esta parte do livro de Daniel foi fechada somente até o tempo do fim, segue-se naturalmente que nesse tempo do fim ele seria aberto.

Dois acontecimentos asseguram a época em que o livrinho de Daniel deveria ser aberto:

1) O advento do “tempo do fim”.

2) A era da multiplicação da ciência.

Quando chegou o “tempo do fim” predito por Daniel? No próprio livro do profeta encontramos a resposta. Em Daniel 11:30-35, temos a introdução da potência papal como poder perseguidor do povo de Deus. O versículo 35 declara que o povo de Deus seria perseguido por esse poder, “até o tempo do fim”, o que significa até ao fim da supremacia temporal do papado, ocorrido em 1798, quando a França revolucionária lhe tirou o poder e aprisionou o papa reinante, Pio VI.

Prova mais incontestável de que o “tempo do fim” chegou com o fim da supremacia temporal do papado em 1798 temos ainda em Daniel 12:7, onde é esclarecido que o povo de Deus seria perseguido até completar-se o período de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, ou seja, 1.260 anos de supremacia temporal de Roma papal, em realidade findos em 1798.

Isso pareceu estranho a Daniel, e ele disse: “Eu ouvi, mas não entendi” (Dn 12:8). Não era possível que Daniel entendesse quando escreveu, porque certos acontecimentos tinham que ocorrer primeiro. Por isso, pediu explicação ao anjo, e este lhe disse: “Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim” (Dn 12:9). Mas “no tempo do fim” foi garantido que alguns entenderiam. Disse o anjo: “Nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn 12:10).

Outra evidência que confirma o início do “tempo do fim” em 1798 é o desenvolvimento marcante da ciência. A ciência que hoje conhecemos começou a se “multiplicar” exatamente a partir de 1798, quando, não temos dúvida em afirmar, o selo do livro de Daniel foi removido, dando início a um grande movimento religioso que se dedicaria ao estudo aprofundado das profecias relativas ao “tempo do fim”.

Apocalipse 10:3: “...e clamou com grande voz, como quando ruge o leão. Tendo clamado, os sete trovões fizeram soar as suas vozes.”

Apocalipse 10:4: “E quando os sete trovões fizeram soar as suas vozes, eu ia escrevê-las; mas ouvi uma voz do céu, que dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas.”

Apocalipse 10:5: “Então o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a sua mão direita ao céu,”

Apocalipse 10:6: “e jurou por Aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora.”

É possível identificar semelhança entre o anjo do capítulo 10 com o primeiro anjo do capítulo 14. Ambos conduzem uma mensagem de graça e de juízo. Ambos proferem uma proclamação com voz poderosa. Ambos exaltam a Deus como Criador dos céus, da Terra, do mar e tudo o que neles há. Assim, o anjo do capítulo 10 é o mesmo primeiro anjo do capítulo 14, onde é apresentada Sua obra de extensão mundial e Sua mensagem da hora do juízo.

Não haveria mais demora, ou em outra versão, não haveria mais tempo. Esta expressão indica que o movimento que este anjo representa está diretamente ligado ao “tempo do fim”, já que, depois dele, não haveria outro, segundo a profecia.

E não há dúvida de que o movimento predito neste capítulo surgiu depois de 1798, e no fim da profecia dos 2.300 dias proféticos de Daniel 8:14, concluída em 1844. Esse movimento, portanto, deve ser identificado como surgido entre 1798 e 1844, porque não encontramos na Bíblia outra profecia de tempo que se estenda além de 1844.

Apocalipse 10:7: “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver prestes a tocar a sua trombeta, se cumprirá o mistério de Deus, como anunciou aos profetas, Seus servos.”

O “mistério de Deus”, ou o “segredo de Deus”, como também é chamado nas Escrituras, é o grande plano da salvação em Jesus Cristo (Ef 3:3-6). Jesus Cristo é o único meio de salvação, não apenas para os gentios, mas também para os judeus. “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. Então virá o fim” (Mt 24:14).

O anjo de Apocalipse 10, em seu juramento, proclama que “nos dias da voz do sétimo anjo” se cumpriria “o mistério ou segredo de Deus”. Quer dizer isso que, de 1844 até o fim, seria consumada a obra de pregação do evangelho a todo o mundo. Essa obra não foi consumada na Velha Dispensação chamada Mosaica, por incredulidade do antigo povo de Deus que, por isso mesmo, foi rejeitado como povo.

Também não foi consumada na era cristã até antes de 1844, porque o cristianismo deixou de cumprir sua missão, apostatando. Mas seria consumada de 1844 ao fim, na voz do sétimo anjo, o que implica em dizer que um movimento mundial tomaria lugar dessa data em diante, proclamando o “mistério de Deus” e consumando a obra da redenção entre as nações, através da pureza do evangelho isento de erros e tradições humanas.

Esse movimento predito surgiu em 1844, exatamente depois do primeiro movimento que findou nessa data; tem abrangido todo o mundo e logo terminará sua tarefa.

Apocalipse 10:8: “Então a voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.”

O livro que é aberto na visão de João é o mesmo que foi selado nas visões de Daniel. Por quanto tempo deveria ele ficar selado? Daniel 12:7 diz que deveria ser por 1.260 anos. O livro de Daniel está sendo aberto nos últimos dias. Profecias que antes não eram entendidas, agora o são. Nem tudo no livro de Daniel foi selado. Nabucodonosor sabia quem era a cabeça de ouro na imagem de Daniel. Havia muitas coisas que foram entendidas.

O que realmente confundiu Daniel naquelas visões foram as profecias de longo tempo. Sobre elas, ele disse: “Espantei-me acerca da visão.” As profecias que o deixaram confuso foram as 70 semanas, os 1.260 dias e os 2.300 dias proféticos, ou seja, um dia equivalente a um ano.

A profecia revelada em Daniel 8:14 diz: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Em Daniel 9:25, a explanação relativa à primeira parte dos 2.300 anos nos diz que esse grande período profético teria início com “a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”. E essa ordem, dada aos judeus que eram cativos no Oriente ao tempo da dominação mundial da Pérsia, foi emitida pelo rei Artaxerxes, na última parte do ano 457 a.C. Contando dessa data inicial, os 2.300 anos alcançam a última parte do ano de 1844, quando então a verdade seria restaurada pela pregação e o santuário seria purificado.

Segundo o ritual do santuário do antigo Israel, a purificação do santuário significava a remoção simbólica dos pecados do povo de Deus do santuário, através de um sacrifício especial, oferecido sempre no dia 10 do sétimo mês judaico, correspondendo a outubro do nosso calendário.

O santuário de Israel, erguido por Moisés conforme o modelo que lhe fora mostrado por Deus, era uma figura do verdadeiro santuário que existe no céu, onde Cristo ministra por Sua igreja desde que para lá ascendeu, depois de Sua ressurreição. Desse modo, a purificação simbólica do santuário de Israel realizada pelo sumo sacerdote uma vez ao ano era emblema da purificação do santuário celeste que Cristo devia realizar a partir do fim dos 2.300 anos, ou de 1844.

Como no santuário terrestre os serviços diários eram efetuados no lugar santo e a purificação no lugar santíssimo, de modo idêntico Cristo, desde que ascendeu ao Céu, efetuou Sua obra de intercessão no lugar santo do santuário celestial até 1844. Nessa data, em outubro, Ele deixou o lugar santo e adentrou o lugar santíssimo para efetuar a purificação do santuário, ou seja, a remoção dos pecados de Seu povo. Essa obra de purificação continuará até o fechamento da porta da graça, quando estará concluída a purificação do santuário celestial e Jesus voltará para executar o juízo.

Como os servos de Deus entenderam a purificação do santuário na profecia de Daniel? A resposta histórica é esta: eles entenderam que o santuário a ser purificado no fim dos 2.300 anos, em 1844, era a própria Terra e que, para que isso pudesse ser realizado, Jesus deveria voltar naquele ano e atear fogo e enxofre ao mundo para purificá-lo da maldade humana.

Como chegaram à conclusão de que a Terra seria o santuário a ser purificado? Simplesmente pelo fato de, em 1844, não haver mais santuário na Terra e desconhecerem a doutrina do santuário celestial, do qual o terreno era uma cópia.

O fato de conceberem, pelo livro de Daniel, que Jesus voltaria em 1844 para purificar a Terra e salvá-los, é que cumpre a profecia de ter o profeta achado o livrinho doce como o mel ao tomá-lo da mão do anjo e comê-lo. Nada mais doce para eles do que ter a indicação do ano da volta de Jesus.

Inicialmente, Guilherme Miller, pastor da igreja batista de Nova York, começou a pregar que a volta de Jesus ocorreria no dia 22 de outubro de 1844. O grande erro do movimento consistiu em não compreenderem seus dirigentes a natureza do acontecimento que tomaria lugar no fim do período profético dos 2.300 anos, isto é, em outubro de 1844.

Apocalipse 10:9: “Fui, pois, ao anjo, e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o. Ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.”

Apocalipse 10:10: “Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi. Na minha boca era doce como mel, mas tendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.”

A expressão “toma-o e come-o” significa que a mensagem seria devorada. “Achadas as Tuas palavras, logo as comi” (Jr 15:16).

O anúncio da breve volta de Jesus foi recebido com grande entusiasmo. A alegria enchia o coração dos cristãos. Mas eles estavam condenados ao desapontamento. Quando a hora chegou e Jesus não apareceu, a fé dos crentes sofreu um golpe terrível. O que tinha sido doce como mel, agora se tornara amargo como fel, tal como dissera o anjo.

Os discípulos de Cristo passaram por idêntica experiência. Poderia haver coisa mais trágica do que a morte de Jesus, para homens que haviam abandonado tudo, crendo que Ele era o Cristo? Quando eles desceram da cruz o corpo do seu Senhor e o sepultaram, também sepultaram suas esperanças. Sua obra, porém, não estava terminada. Na verdade, ela mal havia começado. Foi depois do grande desapontamento que os apóstolos realizaram sua maior obra. Na tarde após a ressurreição, lemos que o Senhor “abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24:45).

Desapontamentos humanos são, às vezes, desígnios divinos, e como os apóstolos, dezoito séculos antes, o grande desapontamento de 1844 provou-se uma bênção disfarçada. Uma mensagem maior precisava ainda ser dada ao mundo. Alguns, é certo, renunciaram a sua fé e deixaram a Palavra de Deus, mas esse próprio desapontamento conduziu outros a um estudo mais aprofundado da Bíblia.

Apocalipse 10:11: “Então foi-me dito: Importa que profetizes outra vez acerca de muitos povos, nações, línguas e reis.”

É notável como a profecia indica neste texto um novo movimento mundial constituído de crentes que participaram do grande desapontamento de 1844. Outra vez deviam levantar o clamor mundial da segunda vinda de Cristo, sem, no entanto, assinalarem uma nova data para o Seu aparecimento.

Nova luz devia incidir sobre o caminho dos pesquisadores da Palavra de Deus. Uma "mensagem maior", abarcando profecias ainda não imaginadas, devia vir à luz como resultado daquele estudo. Aquela mensagem pregada até 1844 não era a mensagem final de Deus.

No próximo capítulo, desvendaremos os segredos da sétima trombeta do Apocalipse.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Desvendando o Apocalipse: árabes e turcos


No capítulo anterior, acompanhamos a queda de Roma Ocidental pelos acontecimentos ligados às quatro primeiras trombetas. Agora, no nono, apreciaremos a queda de Roma Oriental ou do que ainda restava daquela dominação. Há muitas informações históricas neste contexto e é preciso seguir a linha do tempo para compreender as revelações que virão nos próximos capítulos.

Vamos entender que as profecias da quinta e sexta trombetas são comprovadamente cumpridas pelos árabes e turcos. Três principais fatores comprovam, sem contestação, que esses povos cumpriram, sem saber, os juízos de Deus descritos nas duas trombetas.
São eles:

1) Os símbolos nelas contidos que somente a esses povos podem ser aplicados;

2) o testemunho histórico que não deixa quaisquer dúvidas de que o islamismo, através dessas duas nações, cumpriu precisamente a profecia;

3) a apresentação profético-matemática referente ao tempo de supremacia desses dois poderes maometanos.

Os árabes enfraqueceriam o Império Romano, causando dano a todos quantos recusassem reconhecer o profeta da Arábia e seus ensinos. Os turcos, porém, atormentariam e matariam “a terça parte dos homens” numa investida de conquista do poder dos bizantinos infiéis ao Islã.

Mas a parte mais gloriosa desta profecia reside no fato de que, ao tempo dos terríveis sucessos dessas duas trombetas, haveria um povo com o “sinal de Deus” “nas suas testas”, pelo que, segundo a revelação, seria protegido pela Providência.

Apocalipse 9:1: “O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra. Foi-lhe dada a chave do poço do abismo.”

Na seqüência das sete trombetas encontramos duas estrelas que caem. A primeira, Átila, como vimos no toque da terceira trombeta, caiu sobre a região dos rios e fontes do Império do Ocidente. Mas esta outra estrela, que nos é apresentada na quinta trombeta, caiu na “terra”, o que indica que as conseqüências de sua queda teriam extensão mundial.

A quinta e a sexta trombetas apontam para o poder maometano. Por isso, indubitavelmente essa estrela representa o fundador do maometismo: Maomé.

Esse líder nasceu no ano 570. Casou-se 15 vezes e teve 11 concubinas. O fundador do islamismo afirmava ter recebido a visita do anjo Gabriel para lhe comunicar a elevada missão para a qual fora escolhido como profeta. Maomé tornou-se chefe político e espiritual da Arábia.

O “poço do abismo” é a descrição do Deserto da Arábia, um lugar de morte. Maomé recebera de seus concidadãos a “chave” da autoridade para exercer o seu poder num caos, ou num ambiente caótico que era a Arábia dos seus dias. O estado em que se encontrava o seu país, ao impor-se como profeta, era realmente lamentável. Não havia governo central. Numerosas tribos com governos próprios, independentes, formavam a nação.

A Arábia, com sua corrupção religiosa oriunda de vários cultos, principalmente a idolatria, era, sem dúvida alguma, “o poço do abismo”, cuja “chave” e autoridade foram entregues a Maomé nos dias em que ele se ergueu ali como pretenso profeta de Allah.

Apocalipse 9:2: “E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar.”

Maomé se tornou ditador político e religioso, seguido e adorado por um país inteiro, levando seus súditos ao fanatismo a ponto de matar ou morrer. Esse “fumo” mortífero é a religião maometana que emanou da Arábia. Um “fumo” que escureceu o “sol” da justiça de Cristo e o “ar” do evangelho, pois o ar é um elemento vital para manutenção da vida.

Principais ensinos do Corão:

>> Nega a divindade do Filho de Deus e coloca Maomá acima dEle.

>> Nega a morte expiatória de Cristo e a obra regeneradora do Espírito Santo.

>> Não encara o pecado como tal e a necessidade de perdão como indispensável.

>> Nega, enfim, todo o plano da salvação como revelado no evangelho de Cristo.

Além de ser constituído de preceitos religiosos que contrariam as Sagradas Escrituras, o Corão contém “evocações e promessas do mais requintado sensualismo” “e da poligamia”. Na verdade, a Arábia foi o “poço” que Maomé abriu e de onde emanou sobre o mundo cristão o “fumo” de uma doutrina imoral, inventada, como se fora uma revelação destinada a substituir todos os credos, inclusive o cristianismo.

Maomé morreu em 8 de Junho de 632, aos 63 anos de idade. Quando morreu, quase todos na Arábia eram seguidores de sua religião. Visitar o sepulcro de Maomé é um dos deveres capitais do islamismo. Através dos séculos, seus seguidores o reverenciam e o adoram no seu túmulo como se fosse em realidade profeta de Allah.

Apocalipse 9:3: “E da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra, e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.”

As doutrinas do islamismo se espalharam pelo Oriente Médio, que havia sido anteriormente cristão. Jamais o mundo viu um império e uma religião alcançar em tão pouco tempo espaço territorial tão imenso. Pela rapidez com que agiam, os árabes foram comparados a espessas nuvens de gafanhotos invadindo o Oriente e o Ocidente, na tentativa de propagar pelo mundo inteiro a religião muçulmana.

Pelo sofrimento que causa a ferroada do escorpião, ele simboliza o flagelo. Enquanto os árabes invadiam as nações como enxames de gafanhotos, injetavam, como escorpiões, a doutrina islâmica. Reduzidos economicamente à condição de miséria, despojados de seus bens pelos gafanhotos-escorpiões, os povos submetidos eram picados pela religião.

Apocalipse 9:4: “Foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o selo de Deus.”

As conquistas maometanas duraram até dois séculos depois da queda de Constantinopla, em 1453. Portanto, desde o sétimo até ao décimo sétimo século, havia um povo que, segundo a revelação, tinha “nas suas testas o sinal de Deus”, ou o “selo de Deus”. Na explanação do capítulo sete ficou demonstrado que o selo de Deus é o santo sábado do quarto mandamento da Lei de Deus. A profecia destaca a proteção de Deus em favor dos que tinham o Seu sinal “nas suas testas”, isto é, os que observavam o repouso do sábado.

A ênfase desta profecia, contudo, está no fato de que os muçulmanos deveriam dirigir-se a uma classe de pessoas que não tinham “nas suas testas o selo de Deus”. Enquanto esses sofreriam com os ataques dos exércitos do Islã, aqueles seriam protegidos miraculosamente.

Apocalipse 9:5: “Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.”

Apocalipse 9:6: “Naqueles dias os homens buscarão a morte e não a acharão; desejarão morrer, mas a morte fugirá deles.”

Ainda que os muçulmanos atacassem constantemente Constantinopla, não conseguiram tomá-la, que era o seu objetivo principal. Entretanto, as constantes investidas dos gafanhotos-escorpiões causavam muito dano e tormento, conforme profetizado.

Apocalipse 9:7: “A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra. Sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro, e os seus rostos eram como rostos de homem.”

Apocalipse 9:8: “Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões.”

A Bíblia revela uma descrição precisa do povo que cumpriria a profecia. “Seus rostos eram como rostos de homens” (os árabes usavam barba). “Tinham os cabelos como cabelos de mulher” (seus cabelos eram longos). “Possuíam coroas de ouro” (esses guerreiros usavam turbantes amarelos ou adereços dourados). “Seus dentes eram como dentes de leão” (eles eram destemidos lutadores e eram movidos pela força irresistível do fanatismo religioso).

Apocalipse 9:9: “Tinham couraças como couraças de ferro, e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate.”

Segundo o Corão, um dos dons divinos aos árabes são as couraças. Feitas de ferro e aço, foram difundidas pelos árabes por todo o mundo para propagar a nova religião.

Ao avançarem compactos como as ondas de gafanhotos, usavam as couraças para imitar o ruído das suas asas, semelhante ao barulho de carros puxados por muitos cavalos. O detalhe é tão fiel que parece até que os guerreiros árabes tinham conhecimento da profecia.

Apocalipse 9:10: “Tinham caudas e aguilhões semelhantes às dos escorpiões,e nas suas caudas tinham poder para danificar os homens por cinco meses.”

5 meses x 30 dias = 150 dias proféticos = 150 anos

Nesta parte da História foram os turcos otomanos que se tornaram adeptos do islamismo. Cumpriram essa parte da profecia, relativa ao período de tormento de 150 anos imposto ao governo civil do Império do Oriente. Os turcos arrebentaram a supremacia árabe ao aportarem na Ásia Ocidental.

Início: 27 de Julho de 1299 – Na Batalha de Bafeu, os otomanos invadiram o território do Império do Oriente.

Término: 27 de Julho de 1449 – O último imperador grego, Constantino XII, tomou o trono com a permissão do sultão do Império Otomano.

Apocalipse 9:11: “Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.”

O termo “anjo”, do grego aggelos, é a aplicação não só para designar um anjo real, como também a pessoa com missão religiosa especial. Desse modo, o “anjo do poço do abismo”, chamado também de “rei” do islamismo, é, sem nenhuma dúvida, o próprio Maomé, fundador do islamismo.

“Abadon” e “Apoliom”, do hebraico e grego, cujo significado é “destruidor”, é aplicado aqui a Maomé. Embora tenha inspirado a chamada “guerra santa”, cuja característica principal era a destruição, na verdade, o maior poder destrutivo desse anjo dos maometanos são os seus ensinos contidos no Corão, que encobrem o evangelho de Cristo aos povos árabes e aos demais povos que aceitaram o islamismo.

Apocalipse 9:12: “Passado é já um ai; depois disso vêm ainda dos ais.”

A palavra “ai”, quando utilizada na Bíblia, indica sofrimento. Desse modo, “três ais” significam muito sofrimento.

Apocalipse 9:13: “O sexto anjo tocou a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus,”

Apocalipse 9:14: “a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates.”

Apocalipse 9:15: “E foram soltos os quatro anjos que estavam preparados para aquela hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.”

O altar aqui é o mesmo altar do incenso referido em Apocalipse 8:3. Essa voz só pode ser de quem oficiava junto ao altar de ouro ou do incenso, que é Cristo. Antes do toque da primeira trombeta, Ele aparece junto ao altar do incenso; e, antes do toque da sexta trombeta, Ele ali ainda está oficiando em favor das orações do Seu povo.

Ao invadirem a Ásia Ocidental, os turcos fundaram quatro sultanatos nas imediações do rio Eufrates: (1) Bagdad, em 1055; (2) Icônio, em 1064; (3) Damasco; e (4) Alepo, ambos em 1079. São estes os anjos que deveriam ser soltos no momento do toque da sexta trombeta.

Com a união desses quatro sultanatos, todo o povo turco estava agora unido numa só dinastia – a otomana – e posteriormente num só sultanato, o de Constantinopla.

De acordo com o versículo 15, o poder da Turquia, como nação real, iniciou sua marcha em 27 de julho de 1449, quando Constantino XII reconheceu a supremacia turco-otomana ao submeter sua eleição ao consentimento do sultão. Dessa data em diante, os turcos eram senhores do Império do Oriente, embora faltasse derrubar o pouco dele que ainda restava.

Usando o princípio de que um dia profético equivale a um ano, dá para calcular o tempo dessa profecia. Analisando de trás para diante, temos o seguinte cálculo:

1 ano = 12 meses x 30 dias = 360 dias = 360 anos

1 mês = 30 dias = 30 anos

1 dia = 1 dia = 1 ano

1 hora = 360 dias divididos por 24 = 15 dias

Somando tudo = 391 anos e 15 dias

Esse é o tempo apontado na profecia, segundo o qual a Turquia exerceria, como potência política, o seu poder independente numa das mais estratégicas regiões do mundo civilizado. Acrescentado 391 anos e 15 dias a 27 de julho de 1449, a profecia apontou também que o Império Turco cairia em 11 de agosto de 1840.

A queda de Constantinopla em 29 de maio de 1453 livrou o Ocidente e o Oriente para sempre do longo martírio imposto pelos orgulhosos césares. Visigodos, vândalos, hunos, hérulos, árabes e turcos, exatamente conforme havia determinado a profecia bíblica, fizeram ruir em escombros irreconstruíveis a cruel tirania de uma raça que arruinou o mundo por mais de 16 séculos.

Com a queda de Constantinopla, a Turquia assumiu o comando sobre todo o território do Império Romano do Oriente formado pelos seguintes países: toda a Ásia Menor, Síria, Mesopotâmia, Pérsia, Iraque, Arábia, Palestina, Trácia, Romênia, Bulgária, Hungria, Grécia, Albânia, Bósnia, Sérvia, ilhas do mar Egeu, Creta, além de ter incorporado também a seu império o Egito, a Etiópia e a Líbia. Desse modo, a Turquia matou politicamente a terça parte dos homens ou conquistou todos os seus domínios.

Mas, embora pelo raciocínio lógico humano tudo levasse a crer no contrário, as conquistas turcas tiveram fim. O outrora invicto poder chegou afinal a ponto de desmoronar-se frente às influências das nações européias. Por meio de um documento histórico datado exatamente de 11 de agosto de 1840, o sultão Maomé Ali foi deposto, dando fim ao poderio otomano em Constantinopla, com a incrível exatidão indicada na profecia.

Apocalipse 9:16: “O número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões (miríades de miríades). Eu ouvi o número deles.”

Simboliza um número indefinido muito grande. Miríades é empregado na Bíblia quanto se trata de um número tão grande que não dá para precisar.

Apocalipse 9:17: “E assim vi os cavalos nesta visão: os seus cavaleiros tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre. As cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões, e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.”

Apocalipse 9:18: “Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíram das suas bocas.”

Apocalipse 9:19: “O poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas; pois as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano.”

No caso dos turcos, a referência a “couraças” só pode ser simbólica dada a impossibilidade de se fazerem couraças com mescla de fogo, jacinto e enxofre. Mas é fato que três eram as cores que compunham as “couraças” dos guerreiros turcos: (1) fogo, ou cor vermelha; (2) jacinto, ou cor azul; (3) enxofre, ou cor amarela. Eram exatamente essas três cores que predominavam no uniforme do exército turco.

Ferozes e astutos como leões, os turcos demonstraram ser mais desumanos do que os árabes. Os cavalos vomitavam “fogo, fumaça e enxofre”. Sem dúvida, aqui a profecia faz alusão ao emprego de armas de fogo pelos exércitos turcos. Precisamente naquela época é que se iniciara o uso da pólvora e das armas de fogo nas guerras. O resultado da detonação de uma arma de fogo é realmente uma chama de fogo, uma nuvem de fumaça e um cheiro forte de enxofre.

Fogo, fumaça e enxofre são, portanto, as três pragas que os turcos usariam para matar a terça parte dos homens.

Apocalipse 9:20: “Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar.”

Apocalipse 9:21: “ Nem se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.”

Uma advertência rejeitada – “Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas”, isto é, pelas armas de fogo da cavalaria turca, são os demais governantes cristãos europeus e seus súditos, aos quais a desolação turca não alcançou. Eles não encararam o terrível ataque turco como um flagelo merecido pelo Império do Oriente, como prêmio por seus pecados e de sua detestável idolatria, que era odiada com ódio mortal pelos maometanos. “Não se arrependeram” do culto dos “demônios”, como é considerada a idolatria pelas Sagradas Escrituras.

Nem tampouco “se arrependeram” dos seus “homicídios”, de suas “feitiçarias”, de suas “prostituições” e “de seus furtos”. Eis o quadro do cristianismo apresentado na profecia! Um cristianismo sem Cristo, odiado de morte pelos conquistadores muçulmanos.

Deus não se agrada daqueles que não aprendem as lições que Seus juízos lhes ensinam. Antes da visão das trombetas sobre os árabes e os turcos, a advertência foi clara – “ai! ai dos que habitam sobre a terra”. Mas o cristianismo nominal daqueles dias do avanço maometano nem fez caso - como hoje também não faz - das advertências do céu.

Nem antes nem depois dos açoites dos árabes e turcos se arrependeu de sua idolatria e de seus homicídios e maldades. O castigo, as “pragas” maometanas, não o induziu a melhorar a conduta e a moralidade. A lição foi desprezada com grave perda para a vida moral e espiritual. E assim caíram os dois Impérios, as duas Romas cristãs – Ocidental e Oriental –; a primeira pelas mãos dos visigodos, vândalos, hunos e hérulos, e a outra, sob o comando muçulmano dos árabes e turcos.

(Texto da jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do Advogado Mauro Braga.)