sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Folhas de outono


Inicio hoje uma série de publicações com diversos sermões que ven]m enrriquecer nossa vida espiritual. Que você ao ouvir possa transmitir a outros e assim propagar o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.
E para inaugurar este novo tema inicia-se com o grande Pastor Henry Feyerabend ocorrida em Set/2005 no Unasp - Campus São Paulo.

1) - 24/09/2005 - Sabado - O Melhor Negócio
2) - 25/09/2005 - Domingo - Conheça o Espírito Santo

3) - 26/09/2005 - Segunda -
O Fôlego do Onipotente

4) - 27/09/2005 - Terça -
Cheios do Espírito Santo
5) - 28/09/2005 - Quarta - Uma Voz Suave e Delicada
6) - 29/09/2005 - Quinta - O Ponto sem Retorno
7) - 30/09/2005 - Sexta - Santa Ceia
8) - 01/10/2005 - Sábado - Uma Harpa Aeolina

182 anos desde o nascimento de Ellen White


26 de novembro de 1827: nesta dia, há precisamente 182 anos, nascia em Gorham, Maine, EUA, alguém cuja vida e ministério teriam um enorme impacto na vida de milhões de pessoas.

Alguém que permanece até hoje como um dos maiores exemplos de como Deus pode usar servos fiéis em Seu favor. Alguém cuja vida foi mais preenchida por dificuldades do que por comodismos. Alguém que até ao fim, manteve firme a esperança de ver Jesus voltar, e nela adormeceu. Seu nome: Ellen Gould Harmon White.

É incontornável a importância desta senhora na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Creio não haver discussão se disser que se trata da nossa maior figura de sempre. Isto é reconhecido mesmo fora do movimento Adventista. Ninguém se destacou tanto na liderança Adventista como ela o fez durante décadas, apesar de ser mulher, o que, da época em que viveu, ainda era uma forte condicionante..

A sua influência na Igreja Adventista não tem paralelo humano até aos dias de hoje - acredito que nunca terá. Os seus escritos são a face mais visível do legado que nos deixou. Mas além disso, a forma como os seus conselhos inspirados e sábia condução moldou o adventismo inicial para uma adequação cada vez melhor com a norma divina, permanecem até hoje com uma validade a todos os níveis impressionante.

Depois de todos estes anos, sinto-me fascinado pela maneira como as suas palavras (melhor dizendo, as palavras que Deus a inspirou a escrever) parecem ganhar maior valor quanto mais o tempo passa e nos aproximamos do fim da história deste mundo!

Fez parte do plano divino que o Seu povo fiel dos últimos dias fosse amparado por um solene ministério, através da pessoa de Ellen White. Que desperdício quando negligenciamos ou desvalorizamos esta bênção que o Eterno Deus nos concedeu!

Mais de dezoito séculos antes, Deus pediu a uma jovem menina que disponibilizasse o ventre para trazer até nós o Salvador do mundo. Louvamos o nome de Deus porque ela aceitou a tarefa!

Da mesma forma, dou graças a Deus porque um dia uma outra frágil jovem menina disponibilizou a mente para receber as Suas instruções e a mão para registá-las por escrito. Não posso deixar, também, de louvar o nome de Deus por ter Ellen White aceite a tarefa!

Fonte: O Tempo Final

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O que eu gosto nos...


Aqueles que têm um pouco mais de tempo na Igreja vão lembrar de um livrinho cujo título era bem sugestivo: "O que eu gosto nos...".

Este livro mostrava os pontos positivos de diversas denominações cristãs, na tentativa de esclarecer que todos têm algo bom a oferecer.

Resolvi fazer, então, minha própria lista de pontos positivos que observo em algumas denominações cristãs ou religiões não-cristãs. Lembro que não estou levando em conta a "teologia" deles, com os pontos doutrinários que sei que não estão em harmonia com a Bíblia. Meu objetivo é apenas demonstrar que podemos aprender muito, como Igreja, com pessoas sinceras que vivem uma fé diferente da nossa.

Quem sabe não podemos aprender o que eles têm de melhor, e também colocarmos em prática em nossa própria vida... como Adventistas do 7º Dia?!


Isso não tem nada com COPIAR as outras igrejas, pois não podemos negar que em alguns pontos os não-Adventistas vivem a "prática" do cristianismo bem melhor que alguns Adventistas.

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O que eu gosto nos...

Católicos Romanos
- Sua certeza de que a Igreja Católica é a mais importante. As festas religiosas promovidas arrastam verdadeiras multidões, que não medem esforços para participarem destes momentos de demonstração de sua fé.

Pentecostais
- Seu fervor e entusiasmo na adoração. Eles participam do culto de uma maneira viva e dinâmica, sem se limitarem apenas a "assistir", mas em realmente se envolverem na adoração, seja através dos cânticos, das exclamações de louvor ("aleluia", "amém", "glória"...), das orações, etc.

Batistas tradicionais
- Sua certeza da salvação em Cristo. Eles não vivem duvidando se estão salvos ou não, pois a mensagem da justificação pela fé é fortemente pregada e aceita pelos membros.

Testemunhas de Jeová
- Seu zelo missionário, em sair de casa em casa (e em duplas) para distribuírem suas mensagens. Cada membro tem seu programa pessoal semanal de envolvimento no evangelismo, sem se incomodarem com o sol ou a chuva, pois têm o desejo de deixarem suas literaturas no maior número possível de lares.

Espíritas
- Seu envolvimento em trabalhos sociais de assistência aos mais necessitados. A maioria dos grandes projetos sociais, que atingem uma enorme parcela desassistida da população, têm os espíritas como seus idealizadores, promotores ou realizadores.

Muçulmanos
- Seu estilo de vida saudável. Uma das grandes acusações que os muçulmanos fazem contra o Ocidente é de que nos países professamente cristãos (EUA, Brasil, boa parte da Europa, etc.) o uso de drogas, promiscuidade, AIDS, violências, etc., têm índices muito maiores que nos países muçulmanos. Na alimentação eles também procuram seguir regras que lhes dão um estilo de vida bem mais saudável que em outros países.

Budistas
- Sua rotina de oração (meditação) e sua busca pela paz. Eles estão constantemente procurando aumentar sua capacidade meditativa, o que lhes confere uma mente reflexiva e pacífica. Dificilmente vemos budistas envolvidos em violência, guerras, pancadarias, insultos verbais, etc.

Adventistas da Reforma
- Seu conhecimento do Espírito de Profecia. Os "Reformistas" procuram estudar a fundo os livros de Ellen White, e por isso estão mais dispostos a viverem os seus ensinamentos, seja no aspecto da Reforma de Saúde, na modéstia no vestuário e uso de maquiagens, etc.

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Lembro novamente que não estou levando em conta os aspectos doutrinários de cada religião ou denominação citada acima. O que observei são pontos do seu estilo de vida como "religiosos".

E nos Adventistas do 7º Dia...
O que eu gosto "neles"?

Evidentemente (rs) são muitas coisas:
- Sua excelente qualidade musical;
- Seu estudo metódico e sistemático da Bíblia;
- A forma de culto que prioriza a reflexão em vez da emoção (porém, de forma "exagerada" em alguns casos);
- Os maravilhosos conselhos práticos do Espírito de Profecia;
- O sistema de divisão dos dízimos, que dá chances para que até as menores igrejas tenham bons pastores;
- O Clube de Desbravadores e o de Aventureiros;
- O sistema educacional;
- O dinamismo dos jovens;
- O programa do Ministério Infantil;
- A beleza da cerimônia do lava-pés;
- A qualidade teológica da Lição da Escola Sabatina;
- O zelo em ser fiel aos 10 Mandamentos de Deus;
- O estudos das profecias bíblicas;
- O sistema de estudos bíblicos nos lares;
- O programa de evangelismo público;
- A qualidade da formação nos nossos Seminários de Teologia;
- Etc.
- Etc.
- Etc.

Como membro desta Igreja há 16 anos, eu tenho alegria (e orgulho) em ser Adventista do 7º Dia.

Mas sou consciente o bastante para ver que há coisas que podemos melhorar, e nossos "irmãos" de outras igrejas têm muito a nos ensinar para isso...

Fonte: Pr. Gilson Medeiros

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Série Especial - "Entrevista Milton Afonso"


O Dr. Milton Soldam Afonso é um advogado da Igreja Adventista do Sétimo Dia e um empresário totalmente comprometido com o avanço da missão da igreja no mundo. Ele e sua família possuem mais de 20 companhias no Brasil, sendo a mais importante delas a Golden Cross, considerada como a maior companhia de seguro de saúde na América Latina e a quarta maior do mundo.

Ele também é proprietário de uma universidade moderna na cidade de São Paulo, com 14 faculdades incluindo odontologia e medicina.A Golden Cross emprega 70.000 pessoas e provê assistência a mais de dois milhões de associados.

Em meio a seus negócios e viagens, o Dr. Milton Afonso gentilmente consentiu em responder a uma entrevista exclusiva para Diálogo.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Por favor, conte-nos sobre as suas raízes.

Milton Afonso - Nasci na cidade de Nova Lima, próxima a Belo Horizonte, na região sudoeste do Brasil. Nosso lar era extremamente pobre. Cresci em um casebre, úmido e infecto, nos fundos de um lenheiro. Do ponto de vista humano, eu não tinha nenhum futuro e muito pouca esperança durante meus anos de infância. Contudo, recentemente completei 73 anos, graças à extraordinária bondade de Deus para comigo.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - O senhor nasceu em um lar adventista?

Milton Afonso - Não. Minha mãe era espírita e meu pai se dizia católico, mas nunca ia à igreja.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Como o senhor conheceu a Igreja Adventista?

Milton Afonso - Da forma mais providencial! Meu pai costumava gastar o pouco dinheiro que ganhava em jogos, bebidas e cigarros. Todos os sábados pela manhã comprava um bilhete da loteria, na esperança de ficar rico. Certo sábado, o homem que vendia bilhetes em nossa vizinhança ofereceu um bilhete a um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia que se dirigia à igreja. Sua resposta foi: "Não gasto dinheiro com essas coisas, mas aqui está um convite para o senhor assistir a uma série de palestras religiosas." O vendedor de bilhetes deu o convite a meu pai. Minha mãe viu o convite e certa noite levou-me para a reunião evangelística realizada em uma sala de conferências.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Onde o senhor iniciou seus estudos académicos?

Milton Afonso - Após unir-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia, minha mãe entendeu que a única forma de me ajudar a superar as influências negativas que me cercavam e fazer algo útil de minha vida era enviar-me a um internato adventista. Ela trabalhou duro para pagar meus estudos. Contudo, não muito tempo depois ela já não conseguia pagar as despesas do colégio e a administração da escola me chamou e disse que se não pagasse o montante devido seria suspenso das aulas e não poderia fazer os exames finais. Desesperado, aos 14 anos de idade, decidi sair com os colportores estudantes.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Como foi sua experiência como um jovem vendedor de literatura adventista?

Milton Afonso - Quando era criança havia vendido doces e bolos nas ruas. Isso deu-me boa experiência com vendas. Vendi livros e revistas adventistas por cinco anos, enquanto prosseguia meus estudos. Com a bênção de Deus e dedicação tive muito êxito, a tal ponto de em 1941 ser o campeão de vendas no Brasil.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - O que o senhor fez. posteriormente?

Milton Afonso - Meus anos de estudante no Colégio Adventista Brasileiro, em São Paulo, levaram-me a compreender as grandes possibilidades que se abriam para a minha vida. Após concluir o 2° Grau, ingressei no curso de advocacia. Durante meus estudos no curso superior, ajudei nove outros estudantes que necessitavam de ajuda.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - O senhor continua ajudando jovens estudantes?

Milton Afonso - Hoje auxiliamos 8.000 estudantes em todos os níveis acadêmicos, do pré-escolar à universidade. Muitos deles foram assistidos em nossos 12 lares para crianças.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Parece que o senhor possui um interesse especial pêlos órfãos.

Milton Afonso - Isto deve-se a minha própria experiência de pobreza e solidão na infância. Embora na verdade eu não fosse órfão, meus pais tinham muito pouco tempo para mim. Meu pai era um alcoólatra e minha mãe tinha que fazer grandes sacrifícios para nos sustentar. Chegou até a hipotecar sua máquina de costura para poder pagar parte de meus estudos no 1° Grau.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - O senhor possui outros interesses?

Milton Afonso - Além da educação adventista, tenho preocupações com as condições de saúde de muitas pessoas na sociedade. Tendo visto os efeitos horríveis do fumo, das bebidas alcoólicas e outras drogas, considero de grande valor o aspecto de saúde da mensagem adventista. Deus nos deu instruções específicas sobre como viver vidas úteis e saudáveis. Pessoalmente e através de nossas companhias, buscamos partilhar esses conselhos práticos sobre saúde com pessoas que não pertencem a nossa igreja.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Qual é o segredo do seu sucesso?

Milton Afonso - Fé em Deus e disposição de lutar, sintonizado com Sua sabedoria. Integridade em todas as transações. Aprendi a confiar na providência de Deus e a avançar confiantemente. Muitas vezes ignoro os números do orçamento e nem mesmo sei quanto temos em caixa. Se Deus me inspira a fazer uma doação, faço-a, independente de qualquer outra situação. Deus é o Provedor. Eu nunca retenho e sempre recebo mais. Considerando o meu passado, posso ver como Deus me susteve e guiou em cada passo.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Um empresário cristão consegue tempo para estar em comunhão com Deus?

Milton Afonso - Um empresário cristão pode estar em comunhão com Deus em qualquer lugar, em meio a qualquer atividade. Naturalmente, qualquer empresário bem-sucedido que também é cristão enfrenta muitas tentações. Ele pode se tornar orgulhoso e presunçoso ao ser lisonjeado, elogiado em público, aparecer favoravelmente nas colunas sociais dos jornais, ser entrevistado na rádio e na TV. Mas se ele for ciente de sua dependência diária de Deus — de que tudo o que é e possui de fato pertencem a Deus — permanecerá humilde e em união com Ele.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - O que o levou a comprar e a doar várias estações de rádio à Igreja?

Milton Afonso - Sou membro da Comissão da Rádio Mundial Adventista e fiquei entusiasmado ao saber dos milagres que Deus está operando até em áreas restritas do mundo através da rádio. Por esses motivos decidi apoiar a ação missionária da Divisão Sul-Americana através do rádio.

DIÁLOGO UNIVERSITÁRIO - Seu texto preferido da Bíblia?

Milton Afonso - "Porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (II Timóteo 1:12).

Entrevista concedida a Revista Diálogo Universitário.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Antes de Partir


Carter Chambers (Morgan Freeman) é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico. Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Logo passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico empresário que é dono do próprio hospital. Edward deseja ter um quarto só para si mas, como sempre pregou que em seus hospitais todo quarto precisa ter dois leitos para que seja viável financeiramente, não pode ter seu desejo atendido pois isto afetaria a imagem de seus negócios. Edward também está com câncer e, após ser operado, descobre que tem poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter, que decide escrever a "lista da bota", algo que seu professor de filosofia na faculdade passou como trabalho muitas décadas atrás. A lista consiste em desejos que Carter deseja realizar antes de morrer. Ao tomar conhecimento dela Edward propõe que eles a realizem, o que faz com que ambos viagem pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.

Sensacional...

À procura da felicidade


que é felicidade? Certamente há algumas respostas possíveis, mas se você perguntar para um pai de família desempregado, incapaz até mesmo de pagar o aluguel de uma pensão e responsável por criar sozinho o filho de cinco anos (já que a mulher acabou por abandoná-lo), ele certamente dirá que felicidade é ter um emprego que lhe dê dignidade e capacidade de manter a família.

“À Procura da Felicidade” é a história de muitos cidadãos ao redor do mundo, que lutam por uma vida melhor e não cruzam os braços esperando que tudo caia do céu. Não deixa de ser também uma denúncia contra o capitalismo selvagem que sufoca as pessoas e tem níveis de exigência quase absurdos para que se possa alcançar a tão almejada estabilidade financeira.

Mas o que mais chama atenção na trama (inspirada numa história real) é a integridade de Chris Gardner (Will Smith). Ele tenta vencer de forma honesta, sem apelar para mentiras a fim de conseguir o ambicionado emprego de corretor de ações. Numa época em que uns pisam nos outros e não relutam em vender a dignidade para conquistar status e encher os bolsos, a mensagem do filme é mais do que necessária.

Quando chega ao fundo do poço, Gardner ainda encontra tempo para se preocupar com a formação do filho (seu exemplo de honestidade certamente fala mais alto) e para estudar um manual volumoso que poderá lhe garantir o cargo desejado na empresa onde depois de muito esforço consegue inicialmente estagiar sem remuneração.

Detalhe: o menino que interpreta o filho de Smith no filme, Jaden Smith, é filho dele na vida real. E nem é preciso dizer que a atuação de ambos é fantástica.

STF nega data alternativa a judeus para prestar o Enem


O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta segunda-feira (23) a decisão que permitia a estudantes judeus realizarem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em data alternativa para não coincidir com o Shabat, período sagrado judaico. O Enem será realizado nos próximos dias 5 e 6 de dezembro. Em sua decisão, o presidente do STF, Gilmar Mendes, ressalta que o Ministério da Educação oferecia a possibilidade de os estudantes assinalarem a opção de “atendimento a necessidades especiais”, que atenderia pessoas com limitações de cunho religioso ou que se encontram hospitalizadas ou presas.

Mendes lembra que no caso dos adventistas do sétimo dia, a prova do sábado será realizada após o pôr-do-sol. “Tal providência (inicio da prova após o pôr-do-sol) revela-se aplicável não apenas aos adventistas do sétimo dia, mas também àqueles que professam a fé judaica e respeitam a tradição do Shabat. Em uma análise preliminar, parece-me medida razoável, apta a propiciar uma melhor ‘acomodação’ dos interesses em conflito”, disse Gilmar Mendes.

O pedido de data alternativa havia sido feito pelo Centro de Educação Religiosa Judaica e 22 alunos secundaristas por meio de uma ação ordinária contra o a União e o Instituto Nacional de Estudos Anísio Teixeira (INEP) para que o exame não coincidisse com o Shabat (do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado).

Mendes destacou ainda em sua decisão que “a fixação da data alternativa apenas para um determinado grupo religioso configuraria, em mero juízo de delibação, violação ao princípio da isonomia e ao dever de neutralidade do Estado diante do fenômeno religioso”.

Segundo ele, “se os demais grupos religiosos existentes em nosso país também fizessem valer as suas pretensões, tornar-se-ia inviável a realização de qualquer concurso, prova ou avaliação de âmbito nacional, ante a variedade de pretensões, que conduziriam à formulação de um sem-número de tipos de prova”.

Gazeta Online