segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Longevidade Adventista


A produção do Programa SBT Realidade, da jornalista Ana Paula Padrão (foto), entrou em contato com a Agência de Comunicação da Associação Paulista Sul procurando personagens que de Loma Linda - Califórnia (USA), pois a cidade apresenta alto índice de longevidade e maioria dos habitantes são adventistas do sétimo dia.

Foi informado o contato do pastor Leonard Westphal e família, que mora em Loma Linda há mais de 20 anos. Ana Paula esteve em Loma Linda, entrevistou médicos e moradores da cidade, para saber as razões da longevidade dos habitantes. E esta matéria foi exibida no dia 23, às 23h30 no SBT.


Entre os destaques, a jornalista falou sobre a alimentação natural, abstinência de álcool, fumo e carnes, a prática de exercícios físicos, a boa literatura produzida pela igreja e o hábito de leitura motivados pela religião, além da importância da fé e do apoio dos irmãos como suporte emocional em todas as fases da vida.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Desvendando o Apocalipse: Nova Jerusalém


O capítulo 21 do Apocalipse apresenta o estabelecimento do reino de Deus na Terra e uma sumária descrição da cidade de Deus, a Nova Jerusalém. “Eis que crio novos céus e nova Terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Isaias 65:17). A própria lembrança do pecado estará apagada. Ainda soam as palavras de Jesus: "Vou prepara-vos lugar... e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também" (João 14:2 e 3). Em meio às confusões do mundo atual, elas trazem nova esperança e grande conforto. Elas nos dizem que dias melhores certamente virão.

Deus promete que a angústia do pecado nunca mais retornará. "Não se levantará por duas vezes a angústia!" (Naum 1:9). "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor porque as primeiras coisas passaram" (Apocalipse 21:4).

Algumas pessoas consideram o Céu como uma fantasia infantil. Não sabem o que é, nem onde está. Apenas fazem idéia de que seja um bom lugar. Outros pensam nele como algo místico, irreal, onde os anjos sentados sobre nuvens estão a tocar suas harpas.

Apocalipse 21:1: “Então vi um novo céu e uma nova terra, pois já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.”

Os Santos conhecerão a razão do porquê do mar não existir na nova Terra.

Apocalipse 21:2: “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, ataviada como uma noiva para o seu noivo.”

João olha para o Céu e vê algo simplesmente indescritível. Uma enorme cidade flutua majestosamente no ar, e desce até tocar a Terra.

Apocalipse 21:3: “E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Agora o tabernáculo de Deus está com os homens. Deus habitará com eles, e eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles, e será o seu Deus.”

O grande sonho de Deus é morar com os homens. Nosso pequenino planeta, o único que permitiu a entrada da maldição do pecado, é a única mancha escura na gloriosa criação de Deus. Logo este planeta será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Por quÊ? Porque “Deus habitará com eles”.

Apocalipse 21:4: “Deus enxugará de seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas.”

Deus promete um tempo em que não haverá mais dor, nem sofrimento. Até qualquer lembrança que pudesse causar sofrimento será apagada da nossa memória.

Apocalipse 21:5: “E o que estava assentado no trono disse: Faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, pois estas palavras são verdadeiras e fiéis.”

Deus não fará coisas novas, mas fará novas todas as coisas. É a mesma Terra, renovada. O Éden será restaurado.

Nós nos reconheceremos? Os discípulos de Jesus O reconheceram após a Sua ressurreição. Maria O reconheceu perto do sepulcro, por voz familiar, quando a chamou pelo nome (João 20:14 e 16). Jesus foi reconhecido pelos dois discípulos no caminho de Emaús, quando viram o modo como Ele abençoou o pão (Lucas 24:13-35).

Visto que "seremos semelhantes a Ele", os redimidos certamente serão reconhecidos pelo tom de voz, por seus traços familiares e características individuais de personalidade; as marcas do pecado serão removidas, mas lá nos conheceremos e nos compreenderemos melhor do que nesta vida.

"Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido" (1 Coríntios 13:12).

Apocalipse 21:6: “Disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.”

Apocalipse 21:7: “Quem vencer herdará todas as coisas, e Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho.”

A herança da nova Terra é prometida somente aos vencedores. Os seres humanos começam projetos e deixam inacabados. Deus nunca abandona um projeto ou o deixa incompleto. Sua promessa é: “Estou plenamente certo de que Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6).

Apocalipse 21:8: “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte.”

Os medrosos – São os que temem ser ridicularizados pelos amigos por causa da Palavra de Deus. Temeram perder seu prestígio social ou talvez seu emprego, e assim hesitaram aceitar a verdade de Deus. Não eram criminosos, assassinos, adúlteros ou bêbados. Eram covardes – temiam fazer o que é certo. Obedecer a Deus requer coragem. Estar ao lado da verdade custa alguma coisa. Abandonar maus hábitos requer sacrifício e oração. O pecado exige um alto preço. Mas que terrível preço pagarão os que rejeitarem o convite de Deus!

Os incrédulos – A descrença deixará muita gente de fora da eternidade. Os eruditos ateus impenitentes estarão entre eles. Sem fé é impossível agradar a Deus.

Os homicidas – “Não Matarás” (Êxodo 20:13).

Os adúlteros – “Não adulterarás” (Êxodo 20:14).

Os feiticeiros – “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 18:9-13).

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos”? (Isaías 8:19).

Os idólatras - “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êxodo 20:3 e 4).

Tudo que tem lugar no coração do homem e que está acima de Deus é idolatria. Só Deus é digno de adoração.

Os mentirosos – “Aquele que diz: Eu O conheço-o [Jesus], e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” (1 João 2:4).

Apocalipse 21:9: “Então veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas pragas, e me disse: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.”

Apocalipse 21:10: “E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus.”

Apocalipse 21:11: “Ela brilhava com a glória de Deus, e o seu brilho era semelhante a uma pedra preciosíssima, como o jaspe cristalino.”

Apocalipse 21:12: “Tinha grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.”

Apocalipse 21:13: “Do lado do oriente tinha três portas, do lado do norte três portas, do lado do sul três portas, do lado do poente três portas.”

Apocalipse 21:14: “O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.”

Apocalipse 21:15: “Aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro.”

Apocalipse 21:16: “A cidade era quadrangular, o seu comprimento era igual à sua largura. Mediu a cidade com a cana e tinha ela doze mil estádios de comprimento, e a largura e a altura eram iguais.”

A extensão de doze mil estádios equivale aos quatro lados da cidade e não a cada lado dela; pois é dito que o anjo mediu a cidade, referindo-se a seu todo. Esse era o método antigo de medir as cidades, determinando-se assim a circunferência ou o perímetro delas.

Em Atenas, o estádio era equivalente a 185 metros e 25 centímetros. Fazendo o cálculo, concluiremos que a Nova Jerusalém medirá 2.223 quilômetros, ou seja, cerca de 555 quilômetros em cada um de seus lados.

Apocalipse 21:17: “Ele mediu o seu muro, e era de cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida de homem, que o anjo estava usando.”

A altura do muro é de 144 côvados. O côvado era uma antiga medida de comprimento avaliada em 66 centímetros. 144 vezes 66 centímetros, totalizam 95 metros, que é, portanto, a altura do muro. Como o muro é de jaspe como cristal, pode-se ver de fora o interior da cidade.

Apocalipse 21:18: “O muro era construído de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro límpido.”

As pessoas dão muito valor ao ouro. Para muitos, o ouro é mais importante do que tudo, incluindo a família e até mesmo Deus. Muitos arriscam perder a vida eterna por causa do ouro. Os salvos, entretanto, deram mais importância a Deus. Valorizaram muito mais as coisas espirituais do que as materiais. Por isso, terão ouro a seus pés.

Apocalipse 21:19: “Os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda;”

Apocalipse 21:20: “o quinto, de sardônica; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópaso; o décimo primeiro, de jacinto; o décimo segundo, de ametista.”

Apocalipse 21:21: “As doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era uma só pérola. A praça da cidade era de ouro puro, como vidro transparente.”

Apocalipse 21:22: “Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro.”

Apocalipse 21:23: “A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada.”

Apocalipse 21:24: “As nações andarão a sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.”

Por “nações” podemos entender as nacionalidades dos salvos. Estes andarão à luz da cidade como reis, já que todos serão reis, pois reinarão com Cristo eternamente.

Apocalipse 21:25: “As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá.”

Apocalipse 21:26: “E a ela trarão a glória e a honra das nações.”

Que atividades os salvos terão no céu? O profeta Isaias escreveu: "Eles edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão do seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas mãos" (Isaías 65:21 e 22).

O trabalho é uma benção. O que seria a eternidade na ociosidade? Foi Deus quem deu aos nossos primeiros pais a tarefa de cultivar e guardar o jardim do Éden. Por certo era uma tarefa muito agradável que lhes dava prazer, pois só depois da entrada do pecado é que se fatigavam para ganhar o pão (cf. Gênesis 3:17).

No Éden restaurado, Deus dará ao homem, outra vez, ocupação física. O trabalho não será cansativo, mas agradável. Contribuirá para o bem-estar. Os salvos se alegrarão ao contemplar os frutos do seu trabalho.

Teremos toda a eternidade para a prática da pesquisa. Será possível conhecer e desvendar todos os mistérios do Universo.

Haverá também crescimento espiritual. Aos santos será dada oportunidade de estudar os atributos do santo caráter de Deus, em especial o Seu amor e a Sua graça. A Escritura diz ser intento de Deus "mostrar nos séculos vindouros [na eternidade] a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus" (Efésios 2:7).

Assim, na Nova Terra os salvos aprenderão mais a respeito do amor e perfeição de Deus. Quanto mais conhecerem o Seu caráter, mais O amarão pela eternidade; e quanto mais O amarem, mais felizes serão.

Apocalipse 21:27: “E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira, mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”

Ruas de ouro, portas de pérola, muros de jaspe. Assim como Adão se alegrava no jardim do Éden, também os salvos se alegrarão com os frutos do paraíso. Quando o Senhor restaurar a Terra, nenhum de seus habitantes dirá “estou doente”, pois os que ali habitarem serão perdoados de sua iniqüidade (Isaías 33:24).

O deserto se tornará em pomar, e os filhos de Deus habitarão em moradas de paz e em moradas bem seguras (Isaías 32:15-18). Então, quando a maldição for removida, as árvores do campo darão o seu fruto, a terra produzirá suas colheitas, e o Senhor lhes dará uma planta memorável (a árvore da vida) através da qual eles serão preservados para sempre (Ezequiel 34:27-31).

Não admira que Paulo tenha dito: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam. (1 Coríntios 2:9).

Quer você habitar por toda a eternidade nessa cidade? O convite já foi feito! Basta você aceitar e se preparar para entrar nela.

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5:8).

(Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga.)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Desvendando o Apocalipse: a derrota de Satanás


O vigésimo capítulo de Apocalipse trata do fim da grande controvérsia entre o bem e o mal. Surge aqui o assunto do milênio, tema que se tornou um ponto de discussão no meio do cristianismo. A teologia popular entende que o milênio ocorrerá na Terra antes do segundo advento de Cristo, quando finalmente Satanás é preso e milhões se converterão e serão salvos. Aqueles, porém, que mantêm a integridade da Bíblia, ensinam o contrário, isto é, que o milênio bíblico tomará lugar imediatamente depois da segunda vinda de Cristo, durante e depois do qual não haverá mais chance de salvação. A explanação da profecia do milênio dirá de que lado está a verdade.

Apocalipse 20:1: “Então vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na mão.”

Apocalipse 20:2: “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos.”

Apocalipse 20:3: “Lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações, até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que seja solto, por um pouco de tempo.”

Esta cena ocorre depois da morte dos ímpios e da ceia das aves de rapina dos versos anteriores. A cadeia ou corrente não é de ferro nem de aço. Não pode ser uma corrente literal porque um ser espiritual não pode ser preso por uma corrente material. É uma corrente (ou cadeia) de circunstâncias, com cada um dos seus elos forjados por um evento sobre o qual o diabo e seus anjos não têm qualquer poder. De acordo com o dito popular, suas mãos estão atadas. Ele não pode tentar os justos, pois estes já foram levados para o Céu. Não pode enganar os ímpios, pois eles estão todos mortos.

A prisão de Satanás significa que ele estará privado de suas atividades, considerando que suas obras são executadas por meio dos seres humanos que ele usa como instrumentos. Durante mil anos estará circunstancialmente amarrado e inteiramente privado de utilizar os seres humanos em suas obras. O aprisionamento será para ele um duro castigo visto que seu maior deleite é utilizar os homens na prática do mal.

Dois eventos marcam o começo e o fim dos mil anos. No começo dos mil anos, Satanás é preso; no fim dos mil anos, ele é solto. Mil anos = período literal de dez séculos.

O abismo em que Satanás será lançado é a própria Terra, transformada numa assolação completa pelas dramáticas cenas que ocorrerão na segunda vinda de Cristo.

As sete pragas, especialmente a sétima, transformarão a Terra num completo caos ou abismo, conforme a profecia. O profeta Jeremias dá conta da situação nestas palavras: “Observei a Terra, e vi que estava assolada e vazia... Vi também que... todas as suas cidades estavam derrubadas diante do Senhor...” Ainda não é o fim definitivo, pois a descrição de Jeremias continua com estas palavras: “Assim diz o Senhor: Toda esta terra será assolada; de todo, porém, não a consumirei” (Jr 4:23, 26, 27).

Sem dúvida, a Terra “assolada e vazia” será o abismo no qual Satanás será lançado por mil anos.

O mesmo termo hebraico (abyssos) é empregado no Gênesis para dizer que a Terra “era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo” (Gn 1:2). A Terra voltará a ser como no princípio da criação – sem forma, vazia e em total escuridão. Um terrível abismo.

Apocalipse 20:4: “Vi também tronos, e aos que se assentaram sobre eles foi-lhes dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem nas mãos. Reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.”

Os justos estarão no Céu, reinando com Cristo. A eles “foi dado o poder de julgar”. Por que esse julgamento é necessário, se o seu destino já está decidido? Paulo diz: “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?” (1Co 6:2, 3).

O juízo, portanto, do qual os santos tomarão parte conjuntamente com Cristo no Céu, durante o milênio, é o juízo dos ímpios e dos anjos caídos. Esse juízo será somente para regular a pena que devem receber os ímpios e os anjos maus, segundo suas obras.

Esse julgamento não é para dar informações a Deus. Ele sabe mais a nosso respeito do que nós mesmos. Ocorre que uma pessoa infeliz no Céu estragaria o paraíso, deixando todos infelizes. O conflito poderia começar de novo. Deus vai Se certificar de que todos tenham confiança em Sua justiça.

Os livros serão abertos e os justos terão mil anos para examinar esses livros. Quando terminar o julgamento, todo o Universo saberá que nenhum pecador se perdeu sem que lhe fossem dadas oportunidades. Ninguém será condenado por algo que não conhecia, mas cada pessoa perdida estará perdida porque não andou pela fé, dentro da luz que possuía.

A razão por que os santos tomarão parte no juízo dos ímpios e dos anjos é que estarão presentes quando Deus sobre eles exercer o Seu juízo executivo. Depois disso, Deus apagará de suas mentes toda lembrança que cause sofrimento (Ap 21:4).

Ao chegarmos no Céu, teremos três grandes surpresas:

1. Vamos encontrar pessoas que achávamos que não estariam lá. De acordo com a nossa opinião, não eram boas pessoas. Se dependesse de nós, estariam perdidas. Mas Deus sabia de algo acerca dessas pessoas que não sabíamos.

2. Pessoas que tínhamos certeza de que estariam lá, mas na verdade não estarão. É o tipo de gente a respeito de quem poderia ser dito: “Se alguém for para o Céu, é essa pessoa.” Mas Deus conhece algo sobre essas pessoas que nós não sabemos. Nós julgamos pela aparência exterior e Deus julga pelo coração.

3. A terceira surpresa é ver que nós mesmos estamos lá, que o conflito finalmente terminou, e que estamos salvos!

João vê também no Céu aqueles que muito sofreram por sua fé. Menciona primeiro os mártires das perseguições do papado na Idade Média, “que foram degolados pelo Testemunho de Jesus e pela Palavra de Deus”. Em segundo lugar, o profeta vê os santos vitoriosos do derradeiro conflito – contra a besta, sua imagem e seu sinal.

Apocalipse 20:5: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição [esta parte final do verso 5 deveria estar com o verso 6. É um caso de má separação de versos].”

Apocalipse 20:6: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição. Sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele durante os mil anos.”

O milênio começa com a ressurreição dos justos e termina com a ressurreição dos ímpios. Os que ressuscitam no começo desse período são levados para a vida eterna. Os que ressuscitam no fim, vivem por pouco tempo, antes de morrerem para sempre.

Que contraste com aqueles que ressurgiram na primeira ressurreição! Os justos estavam revestidos de imortal juventude e beleza. Os ímpios trazem os traços da doença e da morte. Os ímpios saem da sepultura exatamente como foram para ela, com a mesma inimizade contra Cristo, e com o mesmo espírito de rebelião. Não terão um novo tempo de graça para arrependimento. Para nada aproveitaria isso. Sempre serão os mesmos. O caráter deles permanecerá imutável.

Apocalipse 20:7: “Quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão.”

Apocalipse 20:8: “e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha.”

A ressurreição dos ímpios, no fim do milênio, é a chave que “destranca as portas” do cativeiro de Satanás.

Gogue e Magogue – Esses nomes simbólicos são adaptados dos nomes dos inimigos de Israel (Ez 38:2). Aqui, eles representam todos os inimigos de Deus de todas as gerações.

Os mortos perdidos são ressuscitados com a voz de Jesus. Os dois grupos - salvos e perdidos - ouvem a Sua voz com mil anos de diferença. Jesus disse: “Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz e sairão: os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5:28, 29).

Apocalipse 20:9: “Subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida. Mas desceu fogo do céu, e os consumiu.”

O Apocalipse focaliza duas cidades: Babilônia e a Nova Jerusalém. A cidade querida é a esposa do Cordeiro, um símbolo da igreja cristã. João vê essa poderosa cidade descendo em toda a sua glória. Ela desce no local da antiga Jerusalém, mas precisamente sobre o Monte das Oliveiras (Ap 21:2, Zc 14:5, 6).

Sob o comando de Satanás, os ímpios surgem de todos os pontos da Terra para atacar a cidade de Deus. O pecado lhes deixou acostumados a pensar de maneira irracional.

A expressão “e os consumiu” não significa que irão queimar vagarosamente, mas que num ato serão consumidos, assim como o papel que é queimado.

Apocalipse 20:10: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”

Quando as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas, elas foram punidas com o “fogo eterno” (Jd 7). As palavras “eternamente” e “para sempre” não estão relacionadas com a duração do castigo e, sim, com os seus efeitos (Ml 4:1 e Sl 37:10). O salário do pecado é a morte (Rm 6:23) e jamais o tormento eterno.

Apocalipse 20:11: “Então vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele. Da presença dEle fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.”

Apocalipse 20:12: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. Abriu-se outro livro, que é o da vida. Os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

A razão por que o livro da vida será aberto no juízo executivo dos ímpios, é para que todo o Universo saiba que alguns ímpios chegaram a ter seus nomes inscritos nesse livro, mas, por vontade própria e consciente deslealdade posterior, foram riscados. “Aquele que pecar contra Mim, a este riscarei Eu do Meu Livro.”

Apocalipse 20:13: “O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o além deram os mortos que neles havia, e foram julgados cada um segundo as suas obras.”

Apocalipse 20:14: “Então a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.”

Apocalipse 20:15: “E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.”

A trágica história do pecado chega ao fim. Pecado e pecadores não mais existem. Toda a Terra estará livre da maldição do pecado e os justos serão felizes pela eternidade em um mundo renovado.

No próximo capítulo, conheceremos as maravilhas indescritíveis da Nova Jerusalém.

(Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga.)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Desvendando o Apocalipse: os dois convites


O capítulo 19 do Apocalipse descreve a vitória definitiva de Cristo sobre Babilônia, que é eternamente extinta, e também estende a todos os seres humanos dois convites. O primeiro é para as bodas do Cordeiro; o segundo, para o banquete das aves de rapina. Cabe a cada um de nós decidir em que banquete estar.

Aqui também se encerram as profecias que dizem respeito à batalha entre o bem e o mal, ou entre Cristo e Satanás.

Apocalipse 19:1: “Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de numerosa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e a honra e o poder pertencem ao nosso Deus,”

Apocalipse 19:2: “Pois verdadeiros e justos são os seus juízos. Julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.”

Apocalipse 19:3: “E outra vez clamaram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre.”

Apocalipse 19:4: “Os vinte e quatro anciãos, e os quatro seres viventes, prostraram-se e adoraram a Deus, que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!”

O Céu festeja a vitória de Cristo sobre a “grande prostituta” que corrompeu a Terra. Enquanto na Terra os reis, os mercadores e os navegantes que seguiram Babilônia gemerão três “ais”, os habitantes do Céu pronunciarão três “aleluias”. Em todo o Novo Testamento não encontramos o termo “aleluia”, senão neste capítulo.

A salvação é uma atribuição exclusiva do Senhor.

Glória – Houve um tempo em que Deus parecia ter sido derrotado pelos poderes da Terra. O mundo parecia estar vencendo e os princípios de Deus tidos como ultrapassados e até motivo de chacota. Mas Seus inimigos de todos os tempos foram completamente derrotados.

Poder – Por algum tempo, o poder do mal parecia estar no comando da Terra. Mas, agora temos a certeza, a salvação, a glória e o poder pertencem ao Senhor.

Apocalipse 19:5: “Então saiu do trono uma voz, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os Seus servos, e vós que O temeis, assim pequenos como grandes.”

Apocalipse 19:6: “Também ouvi uma voz como a de uma grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.”

Depois do primeiro coro de alegria pela queda da Babilônia, uma voz do trono convidará os habitantes do Céu para um louvor ainda maior ao nome de Deus. Segundo o profeta, esse coro será como “a voz de uma multidão”.

Quando subjugar todos os Seus inimigos, então Ele reinará, em verdade, no mundo através de Jesus.

Apocalipse 19:7: “Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória! Pois são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a Sua noiva se aprontou.”

Em Apocalipse 21:9, a noiva é definida como a Cidade Santa, a Nova Jerusalém. Em outras passagens, a igreja é chamada de noiva. Será uma contradição? A cidade é a noiva, mas uma cidade sem habitantes é apenas um amontoado de casas e ruas. São as pessoas que ocupam essas casas que fazem da cidade o que ela é. A cidade santa não é mencionada no Apocalipse como a noiva até que os santos já a estejam ocupando.

Enquanto a noiva está se aprontando, o Noivo está preparando um lugar para ela (Jo 14:1-3). Durante o intervalo em que estão separados, a noiva deve ficar pronta. Ela está vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” (Ap 19:8).

Apocalipse 19:8: “Foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, resplandecente e puro. O linho fino são os atos de justiça dos santos.”

Apocalipse 19:9: “E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.”

Terminando Seu ministério, Jesus vem perante o “Ancião de Dias” para receber o reino e o domínio pelos quais morreu (Dn 7:13). Isso representa, na realidade, as bodas do Cordeiro e ocorre antes que Ele volte à Terra para buscar os Seus súditos, os quais, arrebatados para encontrá-Lo, são então levados para “as bodas do Cordeiro” na casa do Pai.

Jesus disse: “Estejam cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias. E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor quando houver de voltar das bodas” (Lc 12:35 e 36). Ver também o livro O Grande Conflito, p. 426-428.

Apocalipse 19:10: “Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus! Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.”

Somente Deus é merecedor da nossa adoração. A adoração a qualquer outro ser constitui idolatria.

O testemunho de Jesus é definido como o “Espírito de Profecia”. O Espírito, isto é, o Espírito Santo, é o inspirador do homem. A profecia é a revelação antecipada daquilo que está por acontecer. E o profeta é o agente humano que fala por inspiração.

O apóstolo Pedro esclarece bem isso, nestas palavras: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pd 1:21).

Através do dom de profecia, Jesus tem Se comunicado com o ser humano desde que ele caiu em pecado. O sonho de Jacó ilustra como o Filho de Deus Se tornou uma escada simbólica de acesso ao Céu e do Céu à Terra; do homem a Deus e de Deus ao homem.

Como, porém, o Mediador era em tudo semelhante a Deus, também Ele não podia comunicar-Se pessoalmente com o homem da parte de Deus. Foi então que surgiu a necessidade do Dom de Profecia, pelo qual o Mediador pôde entender-Se perfeitamente com o homem e transmitir-lhe as revelações da vontade de Deus. Surgiram os profetas. Eles foram escolhidos e preparados por Deus para a sagrada missão. Assim manifestou-se por intermédio deles o Testemunho de Jesus ou o Espírito de Profecia.

Desde a sarça ardente em que Deus falou a Moisés, toda a história de Israel está repleta de manifestações do Dom de Profecia. Na jornada pelo deserto, nos dias de Josué, no período dos Juízes, na época dos reis do reino unido e do reino dividido, durante e depois do cativeiro, não faltou ao povo de Deus a luz da revelação do Dom de Profecia. Com freqüência era o povo de Israel instruído, aconselhado, repreendido e advertido por homens e até por mulheres que lhe falavam da parte de Cristo.

João Batista é o primeiro profeta no Novo Testamento. Foi exatamente ele que apresentou o Salvador como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

A Bíblia revela que o Dom de Profecia deveria permanecer até a segunda vinda de Cristo (1Co 1:7; Ef 4:8, 11), sendo que o apóstolo Paulo o considera o principal de todos os dons (1Co 14:1). Aos tessalonicenses escreveu: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1Ts 5:19, 20).

Apocalipse 19:11: “Vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco. O seu cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e julga e peleja com justiça.”

O profeta contempla o Filho de Deus deixando o Céu e dirigindo-Se à Terra num cavalo branco. Essa é uma cena apenas simbólica, pois Jesus não necessitou de cavalo para subir da Terra ao Céu e é evidente que não necessitará para voltar a ela. A cena representa Jesus como um grande general apressando-Se com Seus exércitos para derrotar Seus inimigos nas planícies do Armagedom. O cavalo branco, nos dias dessa visão, era um símbolo de vitória, de triunfo na guerra, o que assegura a vitória de Cristo sobre todos os Seus adversários.

Fiel e Verdadeiro – Nessa guerra de extermínio dos malfeitores, Jesus será “Fiel e Verdadeiro”. Ele cumprirá contra seus opositores todas as advertências contidas antecipadamente nas profecias. Cumprirá infalivelmente tudo o que fora prometido em Sua Palavra inspirada. E ainda mais. Vai julgar os Seus renitentes perseguidores “com justiça”. Ele lhes fará uma guerra de juízo e justiça, para dar-lhes todas as retribuições merecidas por sua rebelião contra a Lei de Deus.

Apocalipse 19:12: “Os seus olhos eram como chama de fogo, e sobre a Sua cabeça havia muitos diademas. Ele tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão Ele mesmo.”

Como em Apocalipse 1:14 e 2:18, aqui é dito que os Seus olhos são como “chama de fogo”. A expressão significa que a consciência divina observa tudo e capta até as más intenções do coração humano.

Os diademas que aparecem na visão estão sobre a mesma cabeça que recebeu na Terra uma coroa de espinhos. Por essa razão, com a cabeça coberta com os diademas de um vencedor, Cristo Se apresentará na última batalha contra os Seus inimigos.

Naquele dia Jesus terá um nome que só Ele saberá. Conhecemos muitos de Seus nomes revelados nas Escrituras. Mas um deles, o que Ele terá na guerra contra os Seus inimigos, é privativo dEle apenas.

Apocalipse 19:13: “Estava vestido com um manto salpicado de sangue, e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus.”

Jesus virá para juízo e justiça. Isso está em harmonia com Suas vestes salpicadas de sangue preditas pelo profeta Isaias: “Pisei-os na Minha ira, e os esmaguei no Meu furor; o seu sangue salpicou as Minhas vestes, e manchei toda a Minha roupa” (Is63:3). Essa impressionante figura de linguagem proclama a justiça de Deus sobre os que resistiram a todos os Seus insistentes apelos.

Eternamente, Jesus será “a Palavra de Deus”. Ele tem a mente do Pai. Tudo quanto Jesus realiza no Céu e na Terra, o Pai é quem faz por Seu intermédio. A mais perfeita união é aqui revelada. A Palavra de Deus é a expressão absoluta do que Cristo é.

Apocalipse 19:14: “Seguiam-No os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.”

Apocalipse 19:15: “Da Sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações. Ele as regerá com vara de ferro. Ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso.”

Três símbolos de juízo:

A espada aguda – Quando Jesus falou no jardim, Seus inimigos caíram por Terra (Jo 18:5, 6). Sua Palavra golpeia e mata. O poder é irresistível. A palavra falada de Deus é mais terrível em seus efeitos do que qualquer arma criada pelo homem.

A vara de ferro – É um símbolo do poder que Cristo exercerá sobre as nações rebeldes. “Ele mesmo as regerá.” Isso não quer dizer que Cristo governará as nações atuais, mas que Ele as destruirá (Sl 2:9).

O lagar – É uma expressão que simboliza a justa ira de Deus que será exercida contra os transgressores.

Apocalipse 19:16: “No manto, sobre a Sua coxa tem escrito o nome: Reis dos reis, e Senhor dos senhores.”

Apocalipse 19:17: “Então vi um anjo em pé no sol, o qual clamou com grande voz a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos para a ceia do grande Deus,”

Apocalipse 19:18: “para comerdes carnes de reis, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes.”

O convite do anjo desta vez não é feito aos homens, porque já terão sido destruídos pelo resplendor da presença de Cristo. Mas será feito a todas as aves do Céu. O profeta Jeremias escreveu: “Serão os mortos do Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da terra até a outra” (Jr 25:33).

Enquanto no Céu se realiza a “ceia das Bodas do Cordeiro”, na Terra, tomará lugar o banquete das aves do Céu. Aqueles que aceitaram o convite de Deus participarão da ceia juntamente com o Salvador, enquanto os que rejeitaram o mesmo convite proporcionarão, com seus próprios corpos, uma ceia às aves de rapina.

Desse modo, os que buscaram assassinar a Palavra de Deus serão mortos por ela. Enquanto Cristo volta para o Céu levando consigo os remidos, as aves do Céu devoram os corpos dos que foram mortos. Eles foram mortos pela espada aguda. Somente reviverão após mil anos, quando receberão os efeitos da eterna destruição.

Que fim humilhante para o orgulho, a pompa, o poder e a nobreza daqueles que decidiram desafiar o governo do Céu!

Apocalipse 19:19: “E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para guerrearem contra aquele que estava montado no cavalo, e o Seu exército.”

Segundo a profecia, a besta se unirá aos reis da Terra e seus exércitos “para guerrearem contra aquele que estava montado no cavalo e o Seu exército”. Em Apocalipse 16:13 e 14, lemos que a besta, inspirada por espíritos de demônios, terá parte preponderante no preparo do Armagedom. Aqui é dito que ela estará ao lado dos que tentarão guerrear contra o Filho de Deus.

Apocalipse 19:20: “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que diante dela fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta, e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”

O falso profeta é plenamente identificado com a besta de dois chifres de Apocalipse 13, que é o protestantismo apostatado. Um falso profeta, para não ser desmascarado, introduz-se com um “Assim diz o Senhor”, sem que o Senhor lhe tenha incumbido de dar qualquer mensagem. O Senhor nada tem com ele.

Assim, ambos, a besta e o falso profeta, serão presos e desmascarados como poderes eclesiásticos inimigos de Cristo. E, afinal, serão lançados “vivos no lago de fogo que arde com enxofre”, no fim do milênio. O mundo estará eternamente livre deles.

Logo, a besta e o falso profeta – os dois grandes sistemas enganadores deste mundo – serão finalmente lançados no fogo consumidor de Deus, e os ímpios, por tanto tempo ousados e desafiadores, serão então destruídos “pelo resplendor de Sua vinda”.

Apocalipse 19:21: “Os demais foram mortos pela espada que saía da boca do cavaleiro, e todas as aves se fartaram das suas carnes.”

Os dias em que vivemos são dias de preparo. Enquanto o povo de Deus está se preparando para encontrar o seu Senhor, as nações da Terra estão se preparando para a grande guerra que virá.

Os convites foram feitos. Para fazer parte das bodas do Cordeiro é preciso estar vestido apropriadamente com as “vestes de justiça”. Para fazer parte do banquete das aves de rapina é continuar vestido com os “trapos de imundície”. É tempo de decidir! Que roupa você usará?

Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do Advogado Mauro Braga.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

De volta ao passado


Pela primeira vez após a reforma do Concílio Vaticano II, o papa Bento XVI celebrou ontem uma missa de costas aos fiéis, como no ritual pré-conciliar, embora a solenidade tenha ocorrido segundo o modelo adotado após a reunião, introduzido por Paulo VI e considerado pela Igreja como o "normal".

Bento XVI oficiou a missa na imponente Capela Sistina por ocasião da Festa do Batismo de Jesus, aproveitando o evento para batizar treze crianças, todas filhas de funcionários do Vaticano.

O papa celebrou a missa no antigo altar, junto à parede em que o italiano Michelangelo pintou o "Juízo Final", dando as costas para os fiéis e com a atenção voltada ao grande Crucifixo à sua frente.

O Bispo de Roma leu a homilia em um trono colocado à direita da parede, e não no centro da Capela.

Até o momento, para a celebração de missas na Sistina era usado um altar móvel, colocado diante do "Juízo Final" - como era feito por João Paulo II e por Bento XVI nos dois primeiros anos de seu pontificado.

O Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice ressaltou que o antigo altar foi usado para "não alterar a beleza e a harmonia desta jóia arquitetônica".

"Isso significa que, em alguns momentos, o papa dará as costas aos fiéis e olhará à Cruz", indicou o Vaticano, lembrando que o Missal utilizado para a liturgia foi o estabelecido após o Concílio que levou a Igreja Católica rumo ao terceiro milênio.

Assim, Bento XVI rezou a missa em italiano e seguiu o ritual introduzido por Paulo VI em 1970 - considerado a maneira "normal" de liturgia, afirmou o próprio pontífice quando permitiu a celebração da missa em latim, em julho do ano passado.

Durante a homilia, o papa disse que "no batismo, o homem recebe uma vida nova, cheia de graça, que permite que se relacione pessoalmente com o Criador para toda a eternidade".

O pontífice acrescentou que o caminho do pecado pode apagar essa nova vida e lembrou que o homem, e não os animais, está sujeito à eternidade.

"Enquanto outras criaturas não têm ligações eternas, e a morte significa o fim de sua existência na Terra, em nós o pecado pode nos tragar para sempre", afirmou o papa.

Bento XVI acrescentou que Deus estende as mãos ao homem para sua salvação, e é esse o mistério do batismo.

Seguindo a tradição, Bento XVI fez, sobre o peito das crianças, o sinal da cruz com óleo benzido, e depois molhou suas cabeças com a água benta, símbolo de purificação.

Após a missa, apareceu na janela de seu apartamento - que dá para a Praça de São Pedro - e rezou o "Angelus" junto com os milhares de pessoas que desafiaram a chuva que caía sobre Roma.

O papa pediu que vivessem o batismo de forma coerente.

A celebração da missa de costas aos fiéis, segundo observadores vaticanos, foi uma opção para dar visibilidade à decisão de oficiar o ato segundo o rito Tridentino, permitido através de um documento apresentado em julho do ano passado, e que passou a vigorar em setembro.

Bento XVI reforçou, através desse documento, que a missa em latim segundo o rito Tridentino ou de São Pio V nunca foi juridicamente suspensa e sempre foi permitida, e que nestes anos muitas pessoas e movimentos como o do arcebispo Lefebvre permaneciam ligados à própria.

Por esse motivo, há a necessidade de um regulamento mais claro para obter também "uma reconciliação interna no seio da Igreja".

O pontífice ressaltou que o "temor pelo menosprezo que possa colocar em dúvida a autoridade do Vaticano II não existe, já que o Missal de Paulo VI obviamente é, e permanece, a forma normal da liturgia, sendo o tridentino, a extraordinária".

Bento XVI também lembrou que o esplendor arquitetônico, a riqueza da liturgia e dos cantos levam os fiéis a celebrar Cristo.

Qualificada por João Paulo II como "santuário da teologia do corpo humano", a Capela Sistina é o local onde se realizam os conclaves para a escolha dos papas. EFE jl mac/db

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Jesuítas escolhem novo "Papa Negro"


Não haverá fumaça branca para avisar ao mundo que ele foi eleito, mas outro tipo de conclave secreto começou na segunda-feira em Roma - o que vai escolher o novo líder mundial dos jesuítas, conhecido como "o papa negro".

Numa sede jesuíta a um quarteirão do Vaticano, 225 delegados de todo o mundo vão escolher o novo superior da maior e talvez mais influente, prestigiosa e polêmica ordem clerical católica. O líder jesuíta é chamado de "papa negro" devido à cor do manto simples que usa e por causa da sua autoridade mundial e habitualmente vitalícia - a exemplo do papa, que se veste de branco.

Mas a congregação-geral (nome oficial do encontro) neste ano será diferente. O atual superior-geral, padre Peter-Hans Kolvenbach, 79 anos [foto], recebeu do papa Bento 16 autorização para se aposentar devido à idade avançada.

Kolvenbach, um holandês de fala mansa, cabelo branco e cavanhaque, está no cargo desde 1983, guiando os jesuítas por um dos períodos mais difíceis dos seus 468 anos de história. O carismático antecessor dele, o basco Pedro Arrupe, teve vários atritos com o papa anterior, João Paulo 2o, para quem a ordem havia se tornado independente, politizada e esquerdista demais, especialmente na América Latina.

Quando Arrupe sofreu um derrame, no começo da década de 1980, João Paulo 2o apontou um representante pessoal para dirigir a ordem e impedir que ela se tornasse ainda mais esquerdista. Para alguns jesuítas, aquele foi um período sob "lei marcial pontifícia".

Kolvenbach, por sua vez, teve o mérito de restabelecer as boas relações com o Vaticano nestes 25 anos, e ao mesmo tempo lidou com questões como o declínio nas vocações religiosas na ordem fundada em 1540 por santo Inácio de Loyola e que teve o padre José de Anchieta entre seus membros.

Na década de 1960, a Sociedade de Jesus (seu nome oficial) viveu seu auge, com cerca de 36 mil integrantes, todos homens. Agora são 19,2 mil, envolvidos principalmente em educação, auxílio a refugiados e outros serviços sociais.

A eleição do sucessor de Kolvenbach deve ocorrer em meados do mês, após vários dias de orações murmuradas, pedindo orientação para a escolha - período chamado em latim de "murmuratio".

Embora as campanhas eleitorais sejam proibidíssimas - os delegados devem "entregar" quem desejar abertamente o posto - alguns nomes já circularam entre a imprensa religiosa. Um dos favoritos é o padre indiano Lisbert D'Sousa. Muitos jesuítas dizem que já é hora de o posto ser ocupado por alguém dos países em desenvolvimento.

A eleição é por voto secreto. Os participantes só podem deixar o recinto depois que o resultado for comunicado ao papa Bento 16 - mantendo a secular tradição segundo a qual o "papa branco" é o primeiro a saber quem é o "papa negro".

Fonte: Estadão Online, O Globo Online

NOTA: É a primeira vez que vejo uma agência de notícias (no caso, Reuters) confirmar o título de "papa negro" para o general dos jesuítas. Até agora, só conhecia esse fato através de livros. Essa ordem foi criada como exército para proteger o Vaticano, se necessário fosse, até mesmo do Papa. Mas, o pior de tudo dentro da Companhia de Jesus é a terrível filosofia que seguem: "Os fins justificam os meios"...

Fonte:http://www.minutoprofetico.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Desvendando o Apocalipse: a queda de Babilônia


Este grande acontecimento - a queda de Babilônia - ocupa lugar importante na profecia bíblica. Foram preditos mais de cem detalhes a respeito da queda da Babilônia literal. Muito antes que isso acontecesse, a Bíblia identificou os poderes que marchariam contra Babilônia, quem comandaria os exércitos, como a cidade seria tomada e quais as condições na cidade no tempo da invasão.

No capítulo 18, a profecia trata, em primeiro lugar, de um grande esforço para advertir o povo de Deus acerca da iminente queda da Babilônia espiritual. Em segundo lugar, o capítulo trata da condenação da “grande Babilônia” e do imenso espanto que isso causará aos que serão condenados com ela. Mas a Babilônia “mãe” não cairá sozinha. Suas filhas serão igualmente desmascaradas e destruídas.

Apocalipse 18:1: “Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com o seu esplendor.”

Ao anjo é dada grande autoridade por causa da importância da sua mensagem. Este anjo anuncia uma poderosa obra religiosa de âmbito universal. É uma mensagem própria para o fim dos tempos, por duas razões:

1) o anúncio da queda da Babilônia e de sua condenação;

2) a iminência do derramamento das sete pragas descritas no capítulo 16.

A queda da Babilônia é um evento público. A fim de que Seu povo esteja preparado para essa tremenda crise que virá, Deus está enviando Sua última mensagem de misericórdia. Todo o mundo será iluminado com a luz dessa mensagem.

Apocalipse 18:2: “Ele clamou com poderosa voz: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e detestável.”

Por ocasião da mensagem do terceiro anjo, a “mãe” e suas filhas serão denunciadas como igrejas caídas. E o pior: como “morada de demônios e guarida (coito) de todo espírito imundo”. Seus ensinos são denunciados como resultantes da união espiritual (coito) com demônios e espíritos imundos. Se a pomba é o emblema do Espírito Santo, as aves imundas são emblemas da Babilônia espiritual.

Apocalipse 18:3: “Pois todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição. Os reis da terra se prostituíram com ela, e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância da sua luxúria.”

Suas falsas doutrinas constituem o vinho da sua prostituição com o qual embriaga as nações da Terra. As falsas doutrinas são comparadas ao vinho porque entorpecem a mente e, assim, afetam a capacidade de discernir e de raciocinar de uma pessoa. Tal como o vinho, as falsas doutrinas retiram da pessoa sua capacidade de discernir o erro.

Não fosse pela ação danosa desse vinho que mantém as nações embriagadas, multidões seriam convencidas e convertidas pelas verdades claras contidas na Palavra de Deus. Mas o vinho da Babilônia é chamado de “vinho da ira”. Por quê? O vocábulo grego thumos significa ira, ódio, raiva. É uma raiva criada pelas falsas doutrinas. Assim, quando os reis da Terra bebem desse vinho são instigados pela cólera a irem contra os que não concordam com as heresias. Por isso, aquele que se nega a beber o vinho da Babilônia está marcado para pagar por sua ousadia.

Apocalipse 18:4: “Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, para que não incorras nas suas pragas.”

Apocalipse 18:5: “pois os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus Se lembrou das iniqüidades dela.”

A expressão “sai dela” é um imperativo, ou seja, uma ordem. Babilônia não pode ser reformada, de acordo com as Escrituras. Só há um remédio: separar-se completamente dela. Assim como Ló foi chamado para fora de Sodoma, antes que ela fosse destruída por fogo e enxofre (Gn 19:14-29), assim o povo de Deus é dirigido por uma voz que vem do Céu dizendo-lhe para sair de Babilônia, antes que ela caia.

Quando a velha Babilônia do rio Eufrates estava perto de ser destruída pelos juízos de Deus, o Senhor enviou a Seu povo (Israel), que nela ainda estava, um solene aviso e conselho: “Fugi do meio de Babilônia...” (Jr 51:6). Os juízos de Deus estão prestes a cair na forma das sete últimas pragas, e todos os que se recusarem a separar-se de Babilônia e de seus pecados serão destruídos com ela. Esta é a “voz do Céu” que ilumina toda a Terra: “Sai dela, povo Meu.”

Deus tem, e sempre teve, um povo em Babilônia. Mas a Sua mensagem tem iluminado toda a Terra através da “voz do Céu”. Porém, muitos que ficaram impressionados foram impedidos de compreender completamente a verdade, ou de lhe prestar obediência. Agora, os raios da luz penetram por toda a parte. A verdade pode ser vista em toda a sua clareza, e os sinceros filhos de Deus certamente se desvencilharão das amarras que os têm retido. Laços de família, relações na igreja, serão impotentes para detê-los. A verdade vale mais do que tudo.

Deus tem filhos honestos e sinceros em Babilônia que apenas não receberam o conhecimento da verdade. Estão servindo a Deus no erro. Os honestos que têm sido impedidos de ouvir a verdade acabarão por recebê-la.

Quando os que “não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”, forem abandonados para que recebam a operação do erro e creiam na mentira (2Ts 2:10-12), a luz da verdade brilhará então sobre todos os corações que se acham abertos para recebê-la e os filhos do Senhor atenderão ao chamado: “Sai dela, povo Meu.”

Assim, quando as pragas começarem a cair, não restará um justo sequer em Babilônia, como não restou em Sodoma.

Ao ser a questão da obrigatoriedade da guarda do domingo amplamente divulgada, fazendo aproximar-se o fato há tanto tempo posto em dúvida, o apelo para a fuga de Babilônia produzirá um efeito que antes não seria possível produzir. Os que forem levados aos tribunais defenderão destemidamente a verdade de Deus e muitos dos que os ouvirem serão levados a guardar os mandamentos de Deus. Assim, a luz chegará a milhares que, de outra forma, nada saberiam dessas verdades.

A obediência à Palavra de Deus será considerada rebeldia. Pais exercerão sua autoridade sobre os filhos crentes; patrões serão severos com empregados fiéis a Deus. Aqueles que se recusarem a guardar o domingo serão presos. O que agora possa parecer muito improvável deixará de ser quando o Espírito Santo Se retirar da Terra.

Apocalipse 18:6: “Tornai a dar-lhe como ela vos tem dado; retribui-lhe em dobro conforme as suas obras. No cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.”

Apocalipse 18:7: “Quanto ela se glorificou, e em luxúria esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto. Diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e de modo algum verei o pranto.”

Ela se orgulha de não ser viúva sem poder e abandonada, mas de ser rainha soberana. Seu desejo é sempre reinar, reinar sobre todas as consciências. Orgulhosa, ela pensa que está assentada não somente em um lugar elevado, mas também seguro. Tem grande capacidade de comando sobre muita gente.

Apocalipse 18:8: “Portanto, num mesmo dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome. Será queimada no fogo, pois forte é o Senhor Deus que a julga.”

Trata-se aqui de um dia profético, ou um ano literal. Logo, Babilônia terá um ano cheio de vingança do Céu.

Apocalipse 18:9: “Os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, sobre ela chorarão e prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio.”

Apocalipse 18:10: “E estando de longe pelo temor do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! Numa só hora veio o teu juízo.”

Os reis se lamentarão não por causa dos seus pecados, mas por causa do seu sofrimento, das consequêncais. Como Caim, eles não ficam tristes por seus pecados, mas apenas pelo castigo. Derramam muitas lágrimas por causa de suas perdas.

Apocalipse 18:11: “E, sobre ela, choram e lamentam os mercadores da terra, porque ninguém mais compra a sua mercadoria,”

Apocalipse 18:12: “mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda e escarlate; todo tipo de madeira odorífera, e todo objeto de marfim, de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore,”

Apocalipse 18:13: “e canela, especiarias, perfume, mirra e incenso; e vinho, azeite, flor de farinha e trigo; e gado, ovelhas, cavalos e carros; e escravos, e até almas de homens.”

Apocalipse 18:14: “O fruto que a tua alma cobiçava foi-se de ti. Todas as coisas delicadas e suntuosas foram-se de ti, e não mais as acharás.”

Apocalipse 18:15: “Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, ficarão de longe, pelo temor do tormento dela, chorando e lamentando.”

Os mercadores se lamentam por perderem mercadorias. Lamentam as perdas materiais. Entre as coisas que deixam de negociar encontram-se “até almas de homens”. Isso lembra o seu comércio com os cadáveres dos mortos nas chamadas “encomendas dos corpos” e missas de sétimo dia. Perdões, missas e indulgências enriqueceram a muitos.

Apocalipse 18:16: “Ai, ai da grande cidade, da que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlate, e adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas! Numa só hora foram assoladas tantas riquezas!”

Apocalipse 18:17: “Todo piloto, e todo aquele que navega de navio, os marinheiros, e quantos negociam no mar, se puseram de longe.”

Apocalipse 18:18: “E, contemplando a fumaça do seu incêndio, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?”

Apocalipse 18:19: “E lançavam pó sobre as suas cabeças, e clamavam, chorando e lamentando: Ai, ai da grande cidade, na qual todos os que tinham navios no mar se enriqueceram à custa da sua opulência! Numa só hora foi assolada.”

Se há algo que arranca um sincero grito de angústia das pessoas da nossa geração é tocar em seus bens materiais. Todos esses símbolos referentes aos reis da Terra, aos mercadores e aos navegadores ligados a Babilônia, são força de expressão profética para demonstrar a total destruição de Babilônia e revelar que todos aqueles que a apoiaram e a ajudaram a difundir seus erros nada poderão fazer para salvá-la dos juízos de Deus; pois estes mesmos perecerão para sempre junto com ela.

Apocalipse 18:20: “Exulta sobre ela, ó céu! E vós, santos e apóstolos e profetas! Deus contra ela vindicou a vossa causa.”

Enquanto na Terra os súditos de Babilônia hão de lamentar sua queda e destruição, os céus se alegrarão pelo seu desaparecimento. A destruição da Babilônia espiritual será motivo de grande alegria para o povo de Deus, tal como ocorreu com a destruição de Babilônia, no tempo de Israel.

Apocalipse 18:21: “Então um forte anjo levantou uma pedra qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.”

Afundar uma enorme pedra no mar, antigamente, era símbolo de eterna destruição. Disse o profeta Jeremias: “Em tu chegando a Babilônia, verás e lerás todas estas palavras. E dirás: Senhor! Tu falaste a respeito deste lugar, que o havias de desarraigar, até não ficar nele morador algum, desde o homem até ao animal, mas que se tornaria em perpétuas assolações. E será que, acabando tu de ler este livro, o atarás a uma pedra e o lançarás no meio do Eufrates. E dirás: Assim será afundada Babilônia, e não se levantará” (Jr 51:60-64).

Apocalipse 18:22: “E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins, nem artífice de arte alguma se achará mais em ti. Em ti não mais se ouvirá ruído de mó.”

Apocalipse 18:23: “A luz de candeia não mais brilhará em ti. A voz de noivo e de noiva não mais em ti se ouvirá. Os teus mercadores eram os grandes da terra. Todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.”

Apocalipse 18:24: “E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.”

A destruição de Babilônia será completa. Será um retrato tremendo das cenas finais introdutórias do futuro reino de glória. A Terra será finalmente coberta pelo pleno conhecimento da salvação e a luz da verdade brilhará para sempre. A promessa é que “o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos rei; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap 17:14)

(Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga.)