segunda-feira, 2 de junho de 2008

Os Adventistas não são os únicos a defenderem a perpetuidade da Lei dos 10 Mandamentos


Há aqueles que pensam que os Adventistas estão sozinhos na defesa aos 10 mandamentos. Existem muitos Pastores e líderes evangélicos que como os adventistas, também defendem a lei de Deus como consta na bíblia. Querido leitor, seja você de qual for a religião, para não dizerem por ai que isso é coisa de Adventista, gostaria que passe seus olhos sobre as declarações abaixo e se possível até mesmo copia-se e repassa-se a muitos outros.
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Vejamos um registro bem parcial do que grandes pensadores evangélicos do passado e do presente ensinaram sobre a validade e vigência do Decálogo na era cristã. C. H. Spurgeon, grande pregador e comentador batista, analisa o argumento de que os princípios da “lei áurea” (“amar a Deus sobre todas as coisas” e “amar o próximo como a si mesmo”) seriam derrogativos, substitutos do Decálogo, como sustentado em geral por alguns. Vejamos:
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“Uma tal observação implica falta de meditação e experiência. Esses dois preceitos (amor a Deus e amor ao próximo) abrangem os dez, em seu mais amplo sentido, não podendo ser considerados exclusão de um jota ou til dos mesmos. Quaisquer dificuldades existentes nos mandamentos são igualmente encontradas nos dois, que lhes são a súmula e substância. Se amais a Deus de todo o vosso coração, torna-se-vos preciso observar a primeira parte; e se amais ao próximo como a vós mesmos, precisais observar a segunda” – The Perpetuity of the Law of God [A perpetuidade da lei de Deus], pág. 5.
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O teólogo batista Thomas P. Simmon, escreveu: “A essência da Lei de Deus é amar a Deus supremamente e aos outros como a si mesmo”. – Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica, pág. 190.
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O autor batista Broadus transcreve o pensamento de outro autor endossando-o ao este dizer: “É coisa perigosa, em doutrina ou prática, anular o menor dos mandamentos de Deus, ou diminuir a sua extensão, ou enfraquecer as obrigações que eles impõem”. – J. Broadus, Comentário do Evangelho de S. Mateus, Vol. I, pág. 173.
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E temos Billy Graham citando Wesley sobre os Dez Mandamentos:
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“A exemplo de Wesley, sinto que deva pregar a lei e o juízo antes de pregar a graça e o amor. . . . Os dez mandamentos . . . são as leis morais de Deus para a conduta das pessoas. Alguns pensam que eles foram revogados. Isso não é verdade. Cristo ensinou a lei. Eles ainda estão em vigor hoje. Deus não mudou. As pessoas é que têm mudado. . . . A Bíblia diz que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Os Dez Mandamentos são um espelho para nos mostrar como ficamos aquém em preencher os requisitos de Deus”. – Sermão em Times Square, citado em George Burnham e Lee Fisher, Billy Graham and the New York Crusade (Zondervan Publ. House, Grand Rapids, Mich.), pp. 108 e 109.
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E o pentecostal e autor de muitos livros de instrução teológica, Pr. Harold J. Brokke, diz: “Nós não podemos compreender a salvação sem entender a lei de Deus. . . . Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. . . . O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. . . . Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam de buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprios Deus pelo desrespeito às Suas leis”. – Op. Cit., págs. 14, 15, 16 e 17.
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Por seu turno, concordando de que a lei de Deus é para o benefício do homem, o Pr. Carlo Johansson declarou o seguinte:
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“O decálogo—fundamento do pacto e o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade”.--Op. Cit., pág. 116.
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Mais uma vez o Pr. Boyer nos apresenta aquilo que tem aprendido de Deus, em anos de estudo da Palavra, e define a divisão didática da lei em “moral”, “cerimonial”, etc:
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“Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos ‘morais’ e mandamentos ‘cerimoniais’. As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso. . . . As leis ‘cerimoniais’ podem ser abrogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção”. – Marcos: O Evangelho do Senhor, págs. 38 e 39.
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E o Pr. Antonio Gilberto, também da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, confirma: “A parte moral da lei é eterna e universal”. – Manual da Escola Dominical, pág. 86.
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Por seu turno, o Pastor Nilson do Amaral Fanini, pregador do programa de televisão “Reencontro”, escreveu o seguinte no seu livro Dez Passos Para Uma Vida Melhor, págs.18 e 19: .
“Se quisermos viver em paz com Deus e com o nosso próximo devemos, então, observar o Decálogo. . . . Devemos obedecer não por medo mas por amor. Precisamos observar as leis divinas tais quais elas são e não acomodá-las de acordo com as tendências da época, esquecendo ou comprometendo as leis divinas que regem a conduta moral”.
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O Dr. George Eldon Ladd, teólogo de renome, batista, opina:
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“Está claro que a Lei continua a ser a expressão da vontade de Deus para a conduta, mesmo para aqueles que não estão mais sujeitos à lei”. – Teologia do Novo Testamento, pág. 473.
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Assim, como podem ver, além das históricas Confissões de Fé da cristandade protestante que os novidadeiros do dispensacionalismo buscam ignorar e passar por cima, há grandes pensadores e respeitados teólogos e autores cristãos que entendem a validade e vigência dos Dez Mandamentos como regra de conduta cristã, bem como a divisão da legislação divina em “lei moral” “cerimonial”, “civil”, etc.
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O fato é que os que para combater o sábado recorrem a essa “escola dispensacionalista anti-sabatista” de argumentação julgando estarem tomando uma posição antiadventista, na verdade defendem pontos de vista antibatistas, antipresbiterianos, anticongregacionais, antiluteranos, antiepiscopias, antimenonitas. . . Estas igrejas através de seus próceres do passado e do presente, bem como de seus documentos de expressão consensual de fé e prática sempre ensinaram que:
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a) A lei universal e eterna de Deus é expressa para o homem no Decálogo que segue sendo a norma de conduta cristã.
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b) A lei divina caracterizava-se por preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que os de caráter cerimonial, prefigurativos, findaram na cruz, enquanto a lei moral prossegue.
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c) Dentro do Decálogo, o seu 4o. mandamento, sobre o dia de repouso, princípio procedente da Criação do mundo, continua requerendo dos cristãos a dedicação a Deus de um dia de 24 horas sem atividades de caráter recretivo ou secular.

Um comentário:

Fortes disse...

Ólá Leandro!
Primeiro quero dizer "obrigado pela visita"!

Parabéns pela sua coragem de divulgar temas que envolve igreja poderosa! Mas o mundo precisa, como diz Ellen White, de homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome. parabéns também de proclamar a volta de jesus através de seu blog. è claro que colocarei o seu blog entre os blogs favoritos e se quizer colocar o meu entre os seus favoritos, ficarei muito feliz!
Um abraço!