sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Criacionismo é ciência e evolucionismo é religião?


Ciência e religião se excluem ou será que se completam? Mec se posiciona contra o criacionismo ensinado em aula de ciências de escolas privadas, geralmente confessionais.

Destacado entre os maiores gênios, de todos os tempos, trouxe contribuições importantíssimas para a Matemática, Óptica, Física e Astronomia. Ao mesmo tempo em que escreveu Princípios Matemáticos da Filosofia Natural escreveu também Observações sobre as Profecias de Daniel e de Apocalipse de São João.

Este é Isaac Newton, indicado à presidência da Sociedade Real e primeiro cientista a receber da Coroa Inglesa o título de Cavaleiro, passando a se chamar Sir Isaac Newton. Naquela época, séculos XVII e XVIII, estudando o livro bíblico de Daniel, mais especificamente o capítulo 12:4, em que o profeta fazia uma previsão quanto ao avanço da ciência, concluiu que em um futuro distante aconteceria algo inimaginável ao seu tempo, ou seja, carros andariam a mais de 80 km por hora.

Sobre isso, o filósofo iluminista Voltarie, disse a respeito de Newton: “Ao ficar velho e caduco, Newton, que fez descobertas admiráveis como a da gravidade, começou a estudar a Bíblia e fazer previsões fabulosas baseado na fé. Olhem que absurdo, ele diz que devemos acreditar que o conhecimento humano aumentará a ponto de sermos capazes de viajar a 80 km por hora. Isso é ridículo!” (Eles criam em Deus, 45).

O comentário de Voltaire, na ocasião, parecia lógico, mas hoje, verificamos que o conhecimento humano foi ainda muito além do que imaginava Newton. Outros grandes nomes como de Robert Boyle, considerado algumas vezes pai da Química (1627-1691); Blaise Pascal, matemático francês (1623-1662); Carlos Lineu, biólogo sueco (1707–1778); Nicolau Copérnico, astrônomo e matemático (1473-1543), entre outros, são de homens que contribuíram ricamente com a ciência sem, contudo, duvidarem da presença criativa de Deus na formação do mundo e do universo. O próprio Einstein declarou que quanto mais conhecia o universo mais tinha certeza da existência de Deus.

Será que a religião é o ópio do povo? Será que a religião e a ciência são tão opostas entre si ou seriam companheiras não tão estranhas? As divergências entre ciência e religião sempre levam à discussão de suas similaridades e diferenças e ao questionamento quanto à possibilidade de interação de ambas as linhas. Ciência e religião se excluem ou se complementam?

Recentemente, veículos de comunicação divulgaram a posição do Mec – Ministério da Educação a respeito do ensino do criacionismo em escolas no Brasil. O MEC declarou para a Folha de São Paulo que o modelo não deve ser apresentado em aulas de ciências como fazem alguns colégios privados, em geral confessionais. “A nossa posição é objetiva: criacionismo pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências”, afirmou à Folha, a secretária da Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar.

O debate é constante e desafiador tanto para evolucionistas, que não se conformam com a abordagem da criação nas aulas de ciências, como para os criacionistas, classe inclusive, que conta com um número considerável de cientistas, ao contrário do que muitos pensam.

Mas, se o criacionismo conta com o apoio de parte dos cientistas, fica claro que o problema central desta questão não está na exploração dos fatos, mas sim na interpretação deles. Além disso, a maioria das pessoas não conhece o suficiente para opinar sobre estes métodos em sala de aula, nem mesmo alguns pais sabem realmente o que cada uma das teorias propaga em essência.

À evolução atribui-se Darwin, mas poucos sabem que até mesmo cientistas evolucionistas descartam questões propostas pelo “pai” da seleção natural. Outro tema interessante e não divulgado é que há pontos controvertidos para os cientistas que buscam a chave da origem humana, como o relacionamento evolutivo entre os vários representantes entre si e com formas mais avançadas. Os paleontólogos evolucionistas já propuseram pelo menos seis modelos para explicarem esta relação (Origin and evolution of the genus Homo. Nature 355:783-790). Isso demonstra que a teoria evolucionista também apresenta dúvidas e questões mal esclarecidas.

Por outro lado, também não é divulgado que muitos criacionistas consideram algumas anotações evolucionistas. De acordo com Ariel A. Roth, mestre em Biologia e doutor em Zoologia pela Universidade de Michigan, com estudos adicionais em Geologia e Biologia radioativa pela Universidade da Califórnia e autor do livro Origens – relacionando a ciência com a Bíblia, os criacionistas concordam com alguns pontos evolucionistas, mas o que muda é a atribuição dada à estas duas teorias, pois os criacionistas atribuem a origem da vida a um Arquiteto – Deus, mas nem por isso deixam de observar fatores científicos que dizem respeito aos fósseis, ao DNA dos chimpanzés, à mudança de espécies, era glacial, coluna geológica, entre outros.

O dilúvio, por exemplo, visto pelos criacionistas como catástrofe universal, se baseia, segundo Roth, em evidências como: abundante atividade subaquática nos continentes, vastos depósitos sedimentares, ecossistemas incompletos, lacunas nas camadas sedimentares entre outros tópicos que têm levado segmentos de evolucionistas a reconsiderarem sua posição neste aspecto.

O evolucionismo diz que o criacionismo não tem fundamento empírico, enquanto que o criacionismo alega que os evolucionistas também se embasam na fé, uma vez que ela é indispensável para execução da ciência. Segundo Norbert Muller, professor de Química da Universidade de Purdue, a “ciência simplesmente não pode ser realizada sem a religião, porque o cientista deve ter fé nos pressupostos que tornam a ciência possível” (Muller - Scientists, face it! Science is compatible with religion).

A lista de prós e contras é longa, mas diante do que tem sido exposto chega-se à conclusão de que o conhecimento deve ser democrático. Uma vez que criacionismo e evolucionismo são teorias, os dois modelos devem ser apresentados, pois só com a possibilidade de interpretações e mente aberta se chega à verdade. As maiores descobertas humanas sempre encontram resistência inicial, justamente por estarem fora do que é convencional.

Evolucionismo e criacionismo são pontos de vista para o grande mistério da origem da vida, com a diferença de que o primeiro foi adotado convencionalmente como modelo. A impressão que se tem é que o evolucionismo se tornou uma filosofia, estilo de fazer ciência, defendido com a mesma proporção e rigor fundamentalista de religiões, ao passo que a contribuição científica e verificável de criacionistas sérios e comprometidos com o crescimento da humanidade são desconsiderados, simplesmente, porque se trata de homens que crêem simultaneamente em Deus, como se isso fosse um pecado fatal, sem perdão, na cartilha da ciência.

O que deve ser mostrado em sala de aula são os pontos fortes e fracos de cada uma, assim como acontece em escolas privadas confessionais. Exemplo disso é a rede de educação adventista. E quem poderá dizer que os alunos desta rede, com mais de 5 mil unidades em todo o mundo, não são qualificados?

Loma Linda, Universidade Adventista da Califórnia, com cursos na área da saúde (Medicina, Odontologia, entre outros), é uma das mais renomadas do mundo, com um dos melhores hospitais para crianças com deficiências mentais. Além disso, Loma Linda é muito procurada por veículos de comunicação, por sua pesquisa na área de nutrição e vegetarianismo, vertente do discurso filosófico da educação adventista.

Escolas confessionais, por terem uma visão holística, são mais abertas nesta questão, ao contrário da maioria que adotou o evolucionismo e ponto final. “O que é atraso na educação? Dar oportunidade a duas visões ou fechar com uma apenas? Nosso compromisso é com a educação magna e educar é dar chances para novas descobertas. Nossos professores e nossas bibliotecas apresentam material suficiente para explanar tanto o evolucionismo como o criacionismo”, destaca a diretora da rede adventista de educação para a região Sul de São Paulo, Maria Cristina Banhara.

Segundo Almiro Schulz, doutor em Pedagogia, no caso das universidades, elas têm por princípio a dúvida, que é a motivação para pesquisa, para novos conhecimentos; ela precisa estar aberta às novas descobertas, mas não deve dogmatizar teorias, ao fazer isso, já se fecha e paralisa o conhecimento. “A questão se é viável ou não misturar fé e ciência, considerá-las como um binômio, que deve ser polarizado, ou que não deve, é complexo. Estudos mostram hoje que a espiritualidade é constituinte do ser humano, fala-se em inteligência cognitiva, emocional, moral e espiritual. Nesse caso, por que não?”, diz.

E conclui: “No meu ver não é uma questão de ciência e fé, de conflito entre fé e ciência, mas, entre cientistas, teorias científicas e teólogos e concepções teológicas, entre cientistas e teólogos”.

É preciso pensar mais a respeito da ciência que existe no criacionismo e da religião que existe no evolucionismo! Criacionismo é ciência? Evolucionismo é religião?

Para conhecer um pouco mais sobre o criacionismo:

Ariel A. Roth – Origens – relacionando a ciência com a Bíblia.
Rodrigo P. Silva – Eles criam em Deus.
Rodrigo P. Silva - Escavando a verdade – A arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia.
A História da Vida – Michelson Borges.

Sociedade Criacionista Brasileira – http://www.scb.org.br
Michelson Borges – http://www.criacionista.com
-----------------------------------------------
O corpo docente da rede adventista de educação conta com geólogos, biólogos, médicos, arqueólogos, historiadores, entre outros profissionais de várias disciplinas que desempenham suas atividades, normalmente, mesmo sendo criacionistas.

Um comentário:

Francisco disse...

Leandro,

Recebi esta mensagem como felicitação de Natal, reconhecendo que somos Criaturas de Deus e não objeto do acaso.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Origem da vida: a evolução ou a criação?



Estamos sozinhos no Universo? Quem nos protegerá? A quem recorrer? Por que estamos aqui?



Não resisti à tentação de levantar aqui algumas idéias sobre a origem da vida. O campo é demasiadamente fértil... Idéias estas a seguir, em sua grande maioria, tiradas do livro “A VIDA – QUAL A SUA ORIGEM? A EVOLUÇÃO OU A CRIAÇÃO?”, publicado em inglês e português, em 1985, pela Watchtower Bible and Tract Society of New York, inc. e Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, São Paulo.

Há vida em toda a parte ao nosso redor. Nas regiões polares, nos escaldantes desertos, na atmosfera, na superfície ensolarada, nas profundezas dos oceanos e até em indizíveis trilhões de microorganismos, tão abundante e variada a ponto de desafiar nossa imaginação. Como foi que tudo isso começou? Este nosso planeta (e os outros) e todos os seus habitantes, como é que vieram a existir? Evoluímos de animais simiescos? Ou fomos criados? E o que a resposta dá a entender quanto ao futuro? Indagações como estas já subsistem há longo tempo e ainda continuam sem reposta...

Ao ponderar as questões relacionadas com a origem da vida, muitos se deixam levar pela opinião popular, ou pela emoção. Precisamos considerar a evidência com mente aberta. Até Charles Darwin, mostrou-se consciente das limitações de sua teoria. Na conclusão de sua A Origem das Espécies, escreveu sobre a grandeza desta “forma de considerar a vida, com seus poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só”, tornando assim evidente que o assunto das origens estava sujeito a exames adicionais.

O termo evolução refere-se à evolução orgânica, a teoria de que o primeiro organismo vivo se desenvolveu de matéria abiótica (e depois todos os outros), sem direção inteligente ou sem intervenção sobrenatural. Por outro lado, o termo criação é a conclusão de que o surgimento de coisas vivas só pode ser explicado pela existência de um Deus Onipotente que projetou e fez o universo e todas as espécies básicas de vida sobre a Terra.

A teoria da evolução darwiniana não é, de jeito nenhum, uma teoria genuinamente científica, apesar da maioria dos cientistas acreditarem nela. E para despeito deles, não dispõem duma resposta taxativa, porque os químicos jamais tiveram êxito em reproduzir as experiências da natureza sobre a criação da vida à base de matéria abiótica.

E o que dizer da complexidade, por exemplo, de alguns órgãos do nosso corpo, como o olho, o ouvido, o cérebro? E mais, precisam operar juntos...

A esse respeito, disse o astrônomo Robert Jastrow: “... o olho parece ter sido projetado, nenhum projetista de telescópios teria feito melhor. ... É difícil aceitar a evolução do olho humano como produto do acaso; é ainda mais difícil aceitar a evolução da inteligência humana como produto de distúrbios aleatórios dos neurônios de nossos ancestrais.”

Os fósseis revelam apenas um padrão de saltos evolutivos em vez de mudança gradual. Os genes constituem poderoso mecanismo estabilizador, cuja função principal é impedir que evoluam novas formas. Mutações ocasionais, passo a passo, ao nível molecular, não podem explicar a complexidade organizada e crescente da vida. Com efeito, “a teoria da evolução é tão inadequada, que merece ser tratada como uma questão de fé”. A evolução, em certo sentido, tornou-se uma religião científica. Os fósseis fornecem a confirmação que cada espécie surgiu subitamente, sem nenhuma forma verdadeiramente transicional a ligando com qualquer outra anterior, conforme exigiria a teoria da evolução.

E, à medida que se obtêm mais informações, torna-se cada vez mais difícil explicar como as formas microscópicas de vida, tão incrivelmente complexas, poderiam ter surgido por acaso.

Que probabilidade existe de que os aminoácidos corretos se juntassem para formar uma molécula de proteína? Lembre-se, há mais de 100 aminoácidos, mas somente 20 são necessários para as proteínas da vida. E seriam em dois formatos: as “destras” e as “canhotas”. Todavia, dentre os 20 aminoácidos utilizados na produção das proteínas da vida, todos são canhotos! Os evolucionistas reconhecem que é de apenas uma em 10 elevado à potência 113. Mas qualquer acontecimento que tenha uma probabilidade em apenas 10 elevado à potência 50 é rejeitado pelos matemáticos como jamais ocorrendo. E ainda, tem de haver uma membrana, extremamente complexa, que envolva a célula incluindo canais e bombas que controlam de forma específica o influxo e o efluxo de nutrientes, de produtos residuais, etc.

E o que dizer das unidades estruturais de ADN (ou DNA), que incluem o código genético? No ADN estão envolvidas cinco histonas. A probabilidade de se formar mesmo a mais simples destas histonas é, segundo se afirma, de uma em 20 elevado à potência 100. Nossos 46 filamentos de cromossomos, se unidos, mediriam mais de 1,80 metro. Todavia, o núcleo que os contém tem menos de um décimo-milésimo de centímetro de diâmetro. Cada célula funciona como uma cidade murada. Usinas geram a energia da célula. Fábricas produzem proteínas, unidades vitais do comércio químico. Sistemas complexos de transporte guiam substâncias químicas específicas de um ponto ao outro na célula e mais além. Sentinelas nas barricadas controlam os mercados de exportação e importação e monitorizam o mundo exterior em busca de sinais de perigo. E exércitos biológicos disciplinados mantêm-se em prontidão para combater invasores. Um governo genético centralizado mantém a ordem. Será que nossos 100.000.000.000 de células surgiram por acaso?

Darwim tentou explicar seus avassaladores problemas atacando os fósseis: “Considero os arquivos geológicos ... como uma história do globo incompletamente conservada, escrita num dialeto sempre modificado...” Ele e os outros presumiram que, à medida que o tempo passasse, encontrar-se-iam com certeza os elos fósseis transicionais das espécies, que faltavam. Porém, isso não ocorreu. O que tem confundido os cientistas é que a maciça evidência fóssil agora disponível revela a mesmíssima coisa que revelava nos dias de Darwin: as espécies básicas das coisas vivas apareceram subitamente e não sofreram considerável mudança por longos períodos de tempo de até um milhão ou mais de gerações. E nem sempre é claro, com efeito, raramente é claro, que os descendentes eram realmente melhores adaptados que seus predecessores. Em outras palavras, o aprimoramento biológico é difícil de se encontrar. O astrônomo Carl Sagan reconhece, candidamente, em seu livro Cosmos: “As evidências fósseis podem ser consistentes com a idéia de um grande Projetista.”

O que dizer, por exemplo, a respeito da crença de que as aves de sangue quente procediam dos répteis de sangue frio? É verdade que tanto os répteis como as aves põem ovos, mas apenas as aves precisam encubá-los. Para as aves incubarem os ovos seria mister que a evolução lhes provesse novos instintos: para construírem o ninho, incubarem os ovos e alimentarem os filhotes, que são comportamentos muito desprendidos, altruístas e prestativos, envolvendo perícia, trabalho árduo e deliberada exposição ao perigo.

E o abismo entre répteis e mamíferos? E o erro mais trágico de todos: considerar o homem “simples animal”. O homem é ímpar, ele difere de todos os outros animais em muitas propriedades, tais como a fala, a tradição, a cultura, o poder do pensamento abstrato, valores morais e espirituais, que provêm de qualidades tais como o amor, a justiça, a sabedoria, o poder e a misericórdia. Faz-se alusão a isto em Gênesis: “... o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus.”

E quanto aos “homens-macacos”? Por que os símios e macacos “inferiores” sobreviveram e não um único “homem-macaco” superior?

Os fósseis revelam uma origem distinta e separada para os símios e para os humanos. É por isso que inexiste evidência fóssil do elo do homem com animais simiescos. Os elos realmente jamais existiram.

Entretanto, se os ancestrais do homem não eram simiescos, por que tantas gravuras e réplicas de “homens-macacos” inundam as publicações científicas e os museus por todo o mundo? A cor da pele, a forma, a distribuição dos cabelos, a forma das feições, o aspecto do rosto, não se sabe absolutamente nada e em tais reconstituições têm de se recorrer à imaginação. Daí a indescritível estupidez de todas as tentativas de se reconstituir o homem de Neanderthal, ou mesmo o de Pequim. O homem de Neanderthal era indubitavelmente humano. De início, foi representado como encurvado, peludo e simiesco. Agora se sabe que esta reconstituição errônea se baseava num esqueleto fóssil terrivelmente deformado pela doença. Desde então, encontraram-se muitos fósseis neandertalenses, confirmando que não diferiam, quase nada, dos humanos modernos. Portanto, não existe evidência de que o homem de Neanderthal fosse, em qualquer sentido, inferior a nós mesmos.

Há mais uma dificuldade que confronta a teoria da evolução. Dizem os evolucionistas: “As mutações (mudanças acidentais) são a base da evolução.” Porém, a reprodução do material genético na célula goza de notável coerência. As reproduções ou cópias erradas constituem acidentes raros. E teriam de ser benéficas. Ao contrário, a grande maioria delas (proporção de mil para uma), é perigosa ou letal. Quando insetos mutantes foram postos a competir com os normais, o resultado sempre foi o mesmo: os mutantes são eliminados, porque não se aprimoravam, mas se degeneravam e ficavam em desvantagem.

Alguns cientistas realizaram experiências com a “mosca-das-frutas”. Desde o início dos anos 1900, expuseram milhões destas moscas a raios X. Isto aumentou a freqüência das mutações para mais de cem vezes. Após todas estas décadas, revelou-se o resultado: as mutantes são quase que, sem exceção, inferiores às moscas tipo selvagem, quanto à viabilidade, à fertilidade e à longevidade; não produziram algo novo; depois de várias gerações, começaram a eclodir algumas normais.

O código da hereditariedade, o ADN, possui notável capacidade de reparar os danos genéticos causados a ele mesmo.

A mensagem confirmada pelas mutações é a seguinte: as coisas vivas só se reproduzem “segundo as suas espécies”. Assim, o que Gênesis afirma acha-se em plena harmonia com os fatos científicos.

Quando se planta uma semente, por exemplo, ela produz somente “segundo sua espécie”, de modo que se pode plantar uma horta com confiança na fidedignidade de tal lei.

O que dizer do nosso assombroso universo? E dos intrincados projetos existentes no mundo microscópico? Tudo isto nos dão testemunho da existência de uma Inteligência Suprema.

Consideremos a galáxia em que vivemos. Nosso sistema solar trata-se de uma parte bem diminuta, pois a Via-Láctea contém mais de 100 bilhões de estrelas! O diâmetro de nossa galáxia abrange tão ampla distância que, à velocidade da luz, seriam necessários 100.000 anos para atravessá-la. Existe algo mais estonteante: já foram detectadas tantas galáxias que se tem dito que “são tão comuns como as lâminas de grama numa campina”. Todavia há algo mais. Essas assombrosas galáxias não estão espalhadas a esmo pelo espaço. Antes, estão comumente distribuídas em grupos definidos, chamados aglomerados galácteos, como uvas num cacho. Milhares de tais aglomerados já foram observados e fotografados. E existe até evidência de que os próprios aglomerados estão dispostos em “superaglomerados”. Que tamanho colossal e que primorosa organização!

Chegando ao nosso sistema solar, verificamos outro arranjo dotado de excepcional organização. O sol (núcleo) em torno do qual gravitam em órbitas precisas, a Terra e outros planetas, com suas luas. Ano após ano, giram com tamanha precisão matemática que os astrônomos podem predizer exatamente onde estarão em qualquer tempo futuro.

Examinando as coisas infinitesimais, os átomos, vemos que existe a mesma precisão e que a ordem no interior do átomo assemelha-se à do sistema solar. Será que tudo isto aconteceu por acaso? Ou será que é produto de uma mente ordeira que tem capacidade de design? E tem qualquer razão para crer que a inteligência possa existir à parte duma personalidade? Havendo leis, tem de haver um legislador!

Para ilustrar quão ímpar é a terra, imagine-se num deserto árido, desprovido de toda a vida. Subitamente depara-se com uma linda casa. A casa é provida de ar condicionado, aquecimento, encanamento hidráulico e eletricidade. Seu porão contém óleo combustível e outros suprimentos. Agora, suponhamos que perguntasse a alguém de onde tudo isto tinha vindo, num deserto tão árido. Que diria se tal pessoa lhe respondesse: “simplesmente apareceu ali por acaso”? Creria nisso?

A revista Scientific American expressa sua admiração: “Ao examinarmos o universo e identificarmos os muitos acasos da física e da astronomia que operaram juntos para nosso proveito, parece quase como se o universo tivesse, em algum sentido, sabido que nós viríamos.”

Quando os antropólogos realizam escavações e encontram um pedaço triangular de pederneira afiada, concluem que deve ter sido projetado por alguém para ser a ponta duma flecha. Tais coisas projetadas para uma finalidade, concordam os cientistas, não poderiam ser fruto do acaso. Todavia, o organismo unicelular mais simples, ou apenas o ADN de seu código genético, não tiveram projetista? Certo biólogo afirmou que os animais unicelulares podem “apanhar alimentos, digeri-los, livrar-se dos resíduos, mover-se de uma parte para outra, construir casas e empenhar-se em atividades sexuais” e “sem nenhum tecido, nenhum órgão, nenhum coração e nenhuma mente – realmente, têm tudo que nós temos”.

E o que dizer do surpreendente design das sementes? Um gigante em um diminuto invólucro! É o caso, por exemplo, da gigantesca sequóia, que chega a atingir mais de 90 metros de altura. Todavia não é muito maior do que uma cabeça de alfinete. Faz sentido crer que este majestoso gigante e a pequenina semente que o abriga, não sejam resultados de projeto?

“Suspeito”, disse certo biólogo, “que não somos os inovadores que julgamos ser. Somos simples repetidores. E em muitas áreas, a tecnologia humana ainda está muito atrás da natureza.”

O design das asas de aviões, por exemplo, aproveita, no decorrer dos anos, o estudo das asas das aves. As asas dos aviões, porém, ainda estão muito longe das maravilhas de engenharia que são as asas das aves.

Muito antes de as pessoas empregarem relógios de sol, os relógios existentes em organismos vivos mediam o tempo com exatidão. Das plantas microscópicas às pessoas, milhões de relógios internos estão tiquetaqueando.

E assim, muitos outros exemplos poderiam ser citados. Vejamos alguns:

- dessalinização: muitos animais e aves marinhos, como gaivotas, pelicanos, bebem água do mar e por meio de glândulas localizadas na cabeça, removem o excesso de sal que penetra em sua corrente sanguínea;
- eletricidade: o peixe-gato africano pode gerar 350 volts;
- lavoura: as formigas já eram lavradoras;
- incubadeiras: as tartarugas-marinhas e algumas aves põem ovos na areia quente;
- propulsão a jato: o polvo é excepcional nisto;
- iluminação: a lâmpada não é muito eficiente, uma vez que perde energia em forma de calor. O vaga-lume produz luz fria que não perde energia alguma;
- submarinos: os peixes difundem o gás para dentro ou para fora de suas bexigas natatórias, alterando sua flutuabilidade;
- sonar: o dos morcegos...

Quanto ao instinto, sabedoria programada antes do nascimento, os cientistas hodiernos não estão mais próximos de explicar do que esteve Darwin: “Quando nos perguntamos como é que surgiram quaisquer padrões instintivos de comportamento, em primeiro lugar e se tornaram fixados hereditariamente, não nos dão nenhuma resposta.” Que maravilha os vôos migratórios das aves, orientadas apenas pelo instinto! Nascidas com um “mapa” na cabeça, sabem exatamente onde estão e para onde vão. Porém, a sabedoria instintiva não se limita à migração. Como é que um filhote de canguru, do tamanho dum grão de feijão, nascido cego e subdesenvolvido, sabe que para sobreviver, tem de esforçar-se de subir, sem ser ajudado, pelos pêlos da mãe, até chegar ao abdome e entrar na bolsa dela, e então prender-se a uma de suas tetas?

Perguntas como estas poderiam prosseguir indefinidamente e encher um livro, todavia, todas as perguntas obteriam a mesma resposta: “são instintivamente sábios”.

E quanto ao “milagre humano”? Nosso cérebro continua sendo “essencialmente misterioso”. Ele, como um músculo, é fortalecido através do uso e debilitado pela falta dele. Nós não somos, simplesmente, símios mais espertos. Por exemplo, o cérebro duma criança é pré-programado para aprender rapidamente línguas complicadas, mas os chimpanzés são incapazes de assimilar até mesmo as formas mais rudimentares da linguagem humana. Porém, não é nenhum mistério, contudo, para os que vêem nisso a mão dum Criador que “hardwired” áreas do cérebro onde se localizam as capacidades lingüísticas. Também se tem declarado que o cérebro humano poderia assumir qualquer carga de aprendizagem e de memorização que se colocasse sobre ele agora e um bilhão de vezes mais! Por que, porém, produziria a evolução tal excesso? “Este é, com efeito, o único exemplo que existe em que uma espécie foi provida dum órgão que ainda não aprendeu a utilizar.”, admitiu um cientista.

Como vimos, é enorme a evidência a favor da criação. Por que, então, muitos rejeitam a criação e preferem aceitar a evolução? Um dos motivos é aquilo que aprenderam na escola. A evolução é apresentada como realidade e não como conceito que possa ser questionado. A autoridade do sistema educacional então torna obrigatória a crença.

Thompson, em seu prefácio da edição centenária de Origem das Espécies, de Darwin declarou: “Se os argumentos não resistirem à análise, deve-se negar a aprovação, e uma conversão em massa, devida a argumentos sem base, tem de ser considerada deplorável.”

Até os nossos dias, já se aprendeu muita coisa, mas grande parte ainda constitui um mistério. Quer o aprecie, quer não, o que o Bíblia diz é verídico: “Ele deu aos homens o senso de tempo, passado e futuro, mas nenhuma compreensão quanto à obra de Deus, do começo ao fim.” – Jeremias, 8:7 (Bíblia Vozes).

Quanto à exatidão da Bíblia, o antigo diretor do Museu Britânico, Frederic Kenyon, escreveu: “A arqueologia ainda não disse a sua última palavra, mas os resultados já conseguidos confirmam o que a fé sugeriria, que a Bíblia não pode senão lucrar com o aumento do conhecimento.”

Mas, será que a Bíblia é realmente inspirada por Deus?

Nenhum homem pode predizer com exatidão o futuro nos mínimos detalhes. Isto está além da capacidade humana. Entretanto, o Criador do universo possui todos os fatos necessários e pode até mesmo controlar os eventos. A Bíblia contém centenas de profecias. Muitas já se cumpriram. Especialmente notáveis são as dezenas de profecias a respeito de Jesus Cristo, que, de modo algum, podiam ser conjecturas sagazes de meros homens. O cumprimento de muitas destas profecias achava-se inteiramente além do controle de Jesus. Ele não podia, por exemplo, ter determinado nascer da tribo de Judá, ou ser descendente de Davi. Nem poderia ter manobrado os eventos que levaram o seu nascimento em Belém. Nem poderia ter programado ser traído por 30 moedas de prata; para que seus inimigos cuspissem nele; para que zombassem dele enquanto estava pregado na estaca de execução; para ser traspassado, mas não sofrer a fratura de nenhum osso do corpo e para que os soldados lançassem sortes sobre suas vestes. Estas são apenas algumas das muitas profecias cumpridas no homem Jesus.

Também poderiam ser citadas muitas outras profecias que se cumprem agora: grandes guerras, escassez de víveres, terremotos, doenças (AIDS), crimes, temor...

Porém, por que haveria Deus de permitir tanto sofrimento dos seus filhos? Pode a Bíblia, também, ajudar-nos a entender por que um poderoso Criador permitiria tanto sofrimento por tão longo tempo? É, simplesmente, porque os humanos não foram projetados com a capacidade de governar, com êxito, a sim mesmos, à parte de seu Criador, assim como não poderiam continuar vivos se não comessem, bebessem, nem respirassem. Também, os humanos foram criados com livre-arbítrio. Mas esta liberdade deveria ser relativa e não absoluta, dentro dos limites das leis de Deus. Como declara um princípio da Bíblia: "Se ... abandonardes a Deus, ele vos abandonará.” Destarte, a história do gênero humano está repleta de sofrimentos, de tristezas, de doenças e de morte.

Significa isto que a iniqüidade se originou totalmente dos humanos? A criação de criaturas inteligentes não se limitou aos humanos. Deus já havia criado incontáveis criaturas espirituais nos céus. Elas também possuíam livre-arbítrio. Uma de tais criaturas espirituais preferiu cultivar o espírito de independência, questionando a autoridade de Deus, que veio a ser chamado de Satanás (opositor).

Mas, por que Deus não destruiu esses transgressores, tanto humanos como espiritual, logo de início? A resposta reside em que foram suscitadas profundas questões, diante de todas as criaturas inteligentes. Uma destas questões envolvia perguntas tais como: Será que a independência da soberania de Deus traria alguma vez benefícios duradouros? Para as pessoas, seria melhor a orientação de Deus ou a própria direção humana? Poderiam os homens governar com êxito este mundo, independentemente de seu Criador? Em suma, precisavam os humanos realmente ser guiados por Deus? Estas perguntas exigiam respostas que somente com o decorrer do tempo poderiam ser supridas.

No entanto, por que permitiu Deus que se passasse tanto tempo antes de resolver estes assuntos, cerca de 6.000 anos, presentemente? Bem, caso Deus tivesse intervindo há muito, poder-se-ia acusá-lo de não ter dado bastante tempo para os humanos desenvolverem um governo exeqüível e a tecnologia necessária, de modo a trazer paz e prosperidade para todos. Ele concedeu tal tempo.

Porém, todo esforço e progresso científico e tecnológico, produziram verdadeira paz e felicidade para todos? A própria existência da humanidade acha-se em perigo. Mísseis nucleares de assombroso poder destrutivo poderiam aniquilar, em minutos, a maior parte da raça humana, se não toda ela.

O que ficou provado, em todo esse tempo, é que o governo humano é insatisfatório.

Assim, a Bíblia fornece uma explicação razoável para a existência do sofrimento num mundo criado por Deus.

O futuro que Deus nos propõe removerá da memória o peso do passado. As vítimas anteriores do sofrimento e da morte aprenderão então que Deus deveras se interessa por elas. É assim que a Bíblia explica porque Deus permitiu o sofrimento e o que Ele fará para resolver tal problema.

Para completar, imagine se Deus se manifestasse hoje, de maneira evidente, todo acobertado pela mídia. Que mérito teríamos em acreditar nEle? Já não mereceríamos ser herdeiros do seu reino, pois não precisaríamos de fé para reconhecê-Lo. Até nisso, Ele é misericordioso...

Quando, por algum motivo, nos sentirmos sozinhos, desamparados, devemos sempre meditar em tudo isso!

Não estamos sós! NADA É POR ACASO! “O acaso é mais um dos muitos nomes de Deus.” Ele nos amou primeiro.



Valdete A. Arduini
filha de Deus

valdetearduini@hotmail.com
valdete.arduini@bol.com.br

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Estou enviando esta msg para seu blog, pois como a "Valdete Arduine" sou adepto do Criacionismo e Filho Deus em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Atenciosamente

Francisco Alberto